segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Pesquisa busca desenvolver um novo tratamento para a doença de Parkinson

111021 - O projeto propõe o desenvolvimento de uma nanomedicação que impeça o avanço da doença, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

A doença de Parkinson é um distúrbio progressivo e degenerativo do movimento neurológico que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. À medida que progride, a doença torna-se cada vez mais incapacitante, dificultando ou impossibilitando a realização de atividades cotidianas simples, como tomar banho ou vestir-se. Muitos dos sintomas da doença de Parkinson envolvem controle motor, a capacidade de controlar seus músculos e movimentos. Essas alterações ocorrem principalmente devido à morte de neurônios dopaminérgicos.

O custo mundial dos medicamentos para essa doença é estimado em cerca de US $ 11 bilhões, sendo o tratamento cerca de três a quatro vezes mais caro para pacientes em estágios avançados da doença. Os tratamentos existentes são sintomáticos, ou seja, substituem parcialmente a dopamina em falta, mas não impedem a progressão da doença. O projeto de pesquisa liderado pela cientista e neurologista Katherine Athayde Teixeira de Carvalho e sua equipe, do Instituto dePesquisas Pelé Pequeno Príncipe, busca o desenvolvimento de um novo tratamento, capaz de prevenir a morte de neurônios, preservando assim a qualidade de vida dos portadores e reduzindo custos de tratamento.

“As células-tronco têm capacidade regenerativa e potencial de diferenciação. Evidências sugerem que o efeito terapêutico dessas células advém de produtos extracelulares, como microRNAs. Diante disso, nosso estudo propõe uma terapia baseada em microRNAs. Os microRNAs que não apresentam efeitos tóxicos são incorporados em nanoemulsões e usados ​​em testes pré-clínicos. A doença de Parkinson é induzida em camundongos, e os animais são tratados por quatro a oito semanas com a nanomedicação. Assim, espera-se o desenvolvimento de uma nanomedicação segura para uma futura proposição de ensaio clínico”, explica a pesquisadora. A nova terapia será testada por via nasal e intravenosa.

“Teremos três anos para desenvolver o projeto, ao final do qual esperamos contribuir para a oferta de um tratamento mais resolutivo, mais econômico e com resultados em mais qualidade de vida aos pacientes com doença de Parkinson atendidos pelo Sistema Único de Saúde ( SUS)”, enfatiza o cientista.

Financiamento
A pesquisa foi aprovada no Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão, lançado pelo governo federal em 2020 para estimular o desenvolvimento científico e tecnológico nas áreas de genômica e saúde de precisão no SUS, além de impulsionar o crescimento da indústria nacional de genômica. Para o seu desenvolvimento, recebeu um investimento de mais de US $ 566 mil.

Centro de Processamento Celular
O grupo de pesquisa liderado pela Dra. Katherine também está trabalhando em um novo projeto, que pretende implantar um Centro de Processamento Celular no Instituto de Pesquisa para o fornecimento de células-tronco e seus derivados no âmbito da terapia celular inovadora em todo o país.

“É um sonho que temos, mas vai depender de muito apoio da sociedade para a concretização, devido aos seus custos elevados”, destaca a diretora-geral do Instituto, Ety Cristina Forte Carneiro.

Com a implantação do Centro de Processamento Celular será possível isolar e cultivar células-tronco de diversos tecidos, como adiposo e hematopoiético; fornecer células-tronco para terapias halógenas e autólogas para o tratamento padrão e já estabelecido para algumas doenças; desenvolver terapias investigativas para doenças não tratadas, também chamadas de doenças órfãs; e gerar receitas que sustentam o próprio Centro, além de contribuir para a sustentabilidade econômica do Complexo Pequeno Príncipe. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Pequenoprincipe.

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