180926 - Para ser cadeirante com “C” maiúsculo é preciso ter experiência, ou seja, ser um cadeirante sênior. Eu, como cadeirante júnior, tenho que relatar minha inexperiência, por isso júnior, nessa hierarquia.
Pensava eu, que a cadeira de rodas me daria liberdade. Deu, mas não tanto como imaginei que daria.
A princípio, um parkinsoniano como eu, deve ter duas cadeiras. Uma “manual” e uma elétrica. Elétrica para que acompanhe o Chico (um cãozinho Lhasa Apso) de +/- uns 6 anos, muito querido, achado abandonado no lago do Braço Morto, aqui em Imbé-RS.
Pensando em cadeira de rodas, pensei no Imbé, que fica no litoral norte gaúcho, local plano, próprio para cadeira de rodas. Só não contava com o pavimento...
Quebrei dois garfos na queda em buracos e desníveis do passeio. O lago Braço Morto é um antigo braço do Rio Tramandaí que, após a fixação da barra daquele, com o enrocamento, serviria como um pequeno porto de apoio aos navios petroleiros que descarregam petróleo destinado a Canoas, passando pelo Tedut, em Osório
Contornando o lago Braço Morto, tem um pequeno passeio pavimentado com blocos cimentados tipo Pavi-S ou em I. Desgastados pelo tempo. Sob o efeito de raízes que as desnivelam.
A escolha da cadeira é um passo importante. Deve ser leve (a minha tem 34kg) e facilmente transportável.
A segunda cadeira é para quando a elétrica estiver carregando, em manutenção ou quando tiver que sair de carro, pelo peso da outra que é quase impossível colocá-la ou tirá-la do porta-malas do carro.
Primeira lição cadeira boa é a leve que tu vais usar mais.