segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O que fazer quando o paciente com Parkinson perde a força nas pernas?

140926 - A rotina familiar de cuidados com um idoso diagnosticado com a doença de Parkinson é marcada por um processo contínuo de adaptações e superação de barreiras motoras. Um dos momentos que costuma gerar grande apreensão e desânimo nos filhos e cônjuges é quando o paciente começa a relatar que as pernas estão pesadas ou sem a firmeza necessária para sustentar o corpo. O idoso passa a demonstrar imensa dificuldade para realizar movimentos que antes executava de forma automática.

Essa percepção de fraqueza nos membros inferiores transforma tarefas corriqueiras em momentos de grande desgaste físico e emocional para toda a casa. Ver o familiar falhar ao tentar se levantar do sofá, fraquejar os joelhos durante um passo na sala ou hesitar ao entrar no carro desperta o receio iminente de que ele perca completamente a capacidade de andar. A dependência física passa a rondar as conversas e a rotina da residência.

Muitas famílias reagem a esse sintoma assumindo todas as ações pelo idoso, realizando as transferências por ele e mantendo-o a maior parte do tempo deitado ou sentado. Embora nasça de um profundo sentimento de carinho, essa passividade excessiva acaba acelerando o enfraquecimento real dos músculos. Descubra neste artigo os mecanismos neurológicos dessa queixa e saiba como a reabilitação física avançada atua para devolver a força e a firmeza aos passos de quem você ama.

A raiz neurológica da queixa de pernas fracas no paciente

A sensação de perda de força muscular que afeta o idoso com a doença de Parkinson possui uma causa clínica muito diferente dos quadros ortopédicos tradicionais. Na grande maioria das vezes, o problema não está em uma atrofia ou lesão nas fibras dos músculos das coxas e panturrilhas, mas sim em uma falha grave na transmissão dos impulsos elétricos que partem do cérebro.

A bradicinesia, que é a lentidão motora central, e a rigidez muscular no Parkinson atuam de forma combinada para criar uma barreira invisível ao movimento. O cérebro do paciente demora mais tempo para recrutar as unidades motoras necessárias para gerar uma contração firme. Para o idoso, a sensação prática é a de que as suas pernas pesam toneladas e não respondem à sua vontade mecânica de caminhar.

Somado a isso, o desuso funcional acelera o processo. Quando o paciente sente dificuldade e passa a se movimentar menos por medo de cair, o corpo inicia uma perda real de massa magra. Esse ciclo vicioso de lentidão central e desuso muscular periférico compromete a estabilidade das articulações profundas do quadril e dos joelhos, exigindo um protocolo de intervenção estruturado diretamente no sistema nervoso.

Como os exercícios neurofuncionais resgatam a potência muscular

O tratamento focado em destravar e fortalecer as pernas do idoso faz uso de exercícios fundamentados na neuroplasticidade para otimizar o recrutamento dos neurônios motores. O fisioterapeuta especializado aplica treinos de força funcional com alta velocidade e grande amplitude, estimulando o cérebro a enviar comandos elétricos mais limpos, rápidos e intensos para os membros inferiores.

Nas sessões especializadas, trabalha-se exaustivamente o ato de sentar e levantar de superfícies com alturas variadas, o treino de marcha com resistência controlada e os exercícios de equilíbrio dinâmico. O uso de pistas sensoriais auditivas e visuais atua como um potente organizador cerebral, ajudando o paciente a romper a lentidão inicial e disparar o movimento das pernas com maior firmeza e estabilidade mecânica.

Essas metodologias são desenvolvidas em conformidade com as diretrizes clínicas compartilhadas mundialmente pelas maiores referências da saúde neurológica, como a Parkinson’s Foundation. O objetivo principal não é apenas hipertrofiar o músculo de forma isolada, mas sim restabelecer a agilidade e a coordenação funcional necessárias para que o idoso recupere a segurança para se mover sozinho dentro de casa.

A tecnologia de neuromodulação como ferramenta de ativação motora

O combate ao enfraquecimento das pernas ganhou um suporte tecnológico de altíssimo padrão por meio do uso integrado da neuromodulação não invasiva nos consultórios. A aplicação coordenada de técnicas modernas como a Estimulação Magnética Transcraniana trabalha emitindo ondas magnéticas muito suaves sobre o crânio do paciente, agindo de maneira direta na regulação dos circuitos corticais.

A EMT atua reduzindo de forma significativa a rigidez crônica que trava as articulações profundas do quadril e dos tornozelos do paciente. Ao passar pelas sessões com o equipamento, o idoso experimenta uma sensação valiosa de leveza e relaxamento físico, o que retira aquela trava mecânica central e deixa o organismo totalmente preparado para responder aos treinos físicos aplicados pelo terapeuta.

Essa integração perfeita entre a alta engenharia médica que organiza os estímulos elétricos no cérebro e os exercícios neurofuncionais que fixam o aprendizado prático é o grande diferencial dos resultados de longo prazo. O idoso consegue aproveitar o tempo de atendimento com o máximo aproveitamento funcional e menor cansaço muscular, transferindo a força e a independência conquistadas diretamente para o bem estar do lar.

 nas pernas na rotina e na harmonia da casa

(...)

Os reflexos da firmezaA reconquista de membros inferiores fortes e estáveis promove transformações profundas na saúde mental e na autoestima do idoso diagnosticado com a doença de Parkinson. Recuperar a capacidade de se levantar da poltrona sozinho para buscar um objeto ou ir ao banheiro sem precisar convocar o amparo físico constante dos familiares resgata o sentimento de dignidade e afasta o paciente do isolamento social crônico.

A evolução motora traz um alívio imensurável para a rotina diária e para a saúde física dos filhos e cônjuges responsáveis pelos cuidados domésticos. O medo constante de ver o idoso fraquejar as pernas dá lugar a um clima cercado de segurança, leveza e tranquilidade. O lar volta a ser um ponto de convivência confortável, onde a qualidade de vida do idoso é blindada por protocolos de movimento fundamentados na ciência.

Frear o avanço da perda de mobilidade exige proatividade e a escolha por clínicas especializadas que compreendam a fundo as disfunções do sistema nervoso central. Proporcionar ao seu familiar um plano de reabilitação física moderno e estruturado na ciência do movimento é a decisão mais protetora que você pode adotar para garantir um envelhecimento ativo, confortável e independente para quem você tanto ama.

FAQ (PERGUNTAS FREQUENTES)

Fisioterapia ajuda em todos os estágios do Parkinson?

Sim, a fisioterapia neurológica beneficia o paciente em qualquer fase da doença de Parkinson. No início, o foco é manter a alta performance e adiar os sintomas. Nos estágios avançados, o tratamento se adapta para proteger as articulações, evitar o encurtamento muscular e treinar transferências seguras com o cuidador.

Qual a diferença entre fisioterapia convencional e neurofuncional para Parkinson?

A fisioterapia convencional trata disfunções ortopédicas comuns, como dores e fraturas. Já a fisioterapia neurofuncional é especializada no sistema nervoso. Ela utiliza protocolos baseados em neuroplasticidade, pistas sensoriais e treino de marcha específico para contornar as falhas motoras que o Parkinson causa no cérebro.

O que é EMT e tDCS para Parkinson?

A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) e a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS) são tecnologias de neuromodulação não invasivas. Emitem estímulos leves sobre o crânio para modular os circuitos cerebrais, diminuindo a rigidez e preparando o cérebro para responder melhor aos exercícios físicos.

CONCLUSÃO

A sensação de pernas fracas e pesadas não deve ser aceita como uma evolução sem alternativas de controle na rotina do paciente com Parkinson. Compreender a raiz neurológica desse sintoma e intervir por meio de exercícios neurofuncionais intensivos associados à neuromodulação avançada é o caminho comprovado pela ciência para devolver a potência muscular e garantir a segurança ao caminhar.

Se você nota que o seu familiar está enfrentando grandes dificuldades para se levantar da cadeira ou demonstrando fraqueza nas pernas ao dar os primeiros passos, o momento de agir com precisão terapêutica é agora. Fonte: balancefisioterapia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Michael J. Fox relata piora do Parkinson, mas vê ciência perto da cura

Ator recebe prêmio por ativismo e diz que ciência em meio ao agravamento da doença

9 de setembro de 2026- Doença ficou mais difícil

Michael J. Fox reconheceu que os efeitos do Parkinson se agravaram depois de mais de três décadas convivendo com a doença, mas mantém uma visão otimista sobre os avanços científicos. “É claro que as coisas ficaram mais difíceis ao longo dos anos”, afirmou o astro de “De Volta para o Futuro” à revista People nesta quarta-feira (9/9). Aos 65 anos, ele enfrenta tremores e problemas de equilíbrio, mas diz concentrar sua energia na busca por tratamentos melhores e uma cura.

O que sustenta a esperança?

A confiança de Fox vem dos resultados acumulados pela pesquisa nos últimos anos. “A ciência está mostrando que estamos chegando perto”, afirmou. O ator destacou o aumento no número de descobertas, novos medicamentos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e ferramentas que aceleram o desenvolvimento de terapias. A declaração não significa que já exista uma cura disponível, mas reflete a mudança de perspectiva provocada por avanços na compreensão biológica do Parkinson.

Um dos principais saltos ocorreu em 2023, quando pesquisadores ligados à Michael J. Fox Foundation validaram um biomarcador capaz de detectar a alfa-sinucleína anormal, proteína associada à doença, no líquido cefalorraquidiano de pessoas vivas e até antes do aparecimento dos sintomas motores. Em 2026, o grande estudo mantido pela entidade passou a se chamar Parkinson’s Precision Medicine Initiative, refletindo a tentativa de identificar diferentes perfis biológicos da doença para desenvolver tratamentos mais específicos.

Fundação recebe reconhecimento

As declarações acompanham a escolha de Fox para o Lasker-Bloomberg Public Service Award de 2026. A Fundação Lasker destacou o ator por usar sua projeção pública para combater o estigma associado ao Parkinson, ampliar a participação de pacientes nas pesquisas e acelerar a busca por melhores terapias e uma cura.

Fox começou a apresentar sintomas aos 29 anos, no início dos anos 1990, mas só tornou o diagnóstico público em 1998. Dois anos depois, criou a Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research, que já destinou mais de US$ 3 bilhões a pesquisas e se tornou a maior financiadora filantrópica mundial de estudos sobre a doença. Dezenas de terapias apoiadas pela organização encontram-se atualmente em diferentes etapas de investigação.

A entidade também mantém a campanha plurianual “All Grit. No Quit.”, com meta de US$ 2,5 bilhões para financiar novas pesquisas. Até agora, foram arrecadados cerca de US$ 1,59 bilhão. Fox afirma que pretende continuar trabalhando na fundação enquanto a doença permitir: “Vamos continuar até que o trabalho esteja concluído”.

Volta à atuação

O avanço do Parkinson não impediu Fox de retomar a carreira neste ano. Depois de se afastar novamente da atuação em 2020 por dificuldades para memorizar textos e suportar jornadas longas de gravação, ele participou da 3ª temporada de “Falando a Real”, da Apple TV, como Gerry, personagem que também vive com Parkinson. O trabalho rendeu uma nova indicação ao Emmy.

A participação colocou Fox diante de Harrison Ford, cujo personagem Paul Rhodes também enfrenta a doença na série. O ator afirmou que o papel permitiu incorporar ao trabalho sua condição real em vez de tentar escondê-la e já manifestou interesse em voltar na 4ª temporada. Fonte: pipocamoderna. 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Mutações genéticas na doença de Parkinson serão estudadas no Uruguai

 Montevidéu, 8 de setembro (Prensa Latina) O Uruguai investigará mutações genéticas associadas à doença de Parkinson, em um estudo liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade da República, conforme revelado hoje.

O estudo começará com entre 200 e 300 pacientes, com o objetivo de identificar novas mutações genéticas ligadas ao Parkinson e ampliar o conhecimento sobre o perfil genético dos pacientes uruguaios.

A pesquisa será liderada pela neurologista Elena Diéguez, especialista na doença, e por Víctor Raggio, geneticista médico de nível 4.

Na primeira etapa, serão estudados pacientes que apresentem os sintomas característicos da doença para buscar genes ainda não identificados no Uruguai.

Algumas das informações obtidas poderão ser armazenadas por um período em um banco de dados internacional, informou o jornal La Diaria.

Dessa forma, se um grupo científico renomado identificar uma nova mutação no futuro, poderá revisar os dados disponíveis para determinar se essa variante já estava presente em amostras uruguaias.

Caso uma mutação relevante seja identificada, a Faculdade de Medicina poderá localizar o paciente para informá-lo do resultado. Se houver tratamento disponível para essa mutação, ele será oferecido ao paciente, explicou Diéguez.

A chamada para participação será feita por meio da Sociedade de Neurologia, para que os neurologistas possam encaminhar pacientes para o projeto. Além disso, os neurologistas envolvidos no projeto deverão viajar para diferentes regiões do país para ampliar o alcance da iniciativa.

Esta pesquisa dá continuidade a um estudo realizado há aproximadamente 20 anos, liderado pelo mesmo especialista.

O projeto será financiado pela Fundação Michael J. Fox e pela Fundação Internacional de Parkinson, com a Cleveland Clinic como instituição líder.

Este programa já estudou aproximadamente 140.000 pacientes em todo o mundo por meio de diversos projetos. Fonte: prensa-latina.

BioVie anuncia atualização do programa de desenvolvimento de Fase 3 para Parkinson

Terça-feira, 8 de setembro de 2026 - A empresa se comunicou com a FDA sobre uma reunião de fim de Fase 2 para alinhar o desenho do estudo de Fase 3 para avaliação do bezisterim no estágio inicial da doença de Parkinson

CARSON CITY, Nevada, 8 de setembro de 2026 (GLOBE NEWSWIRE) -- A BioVie Inc. (NASDAQ: BIVI) ("BioVie" ou a "Empresa"), uma empresa em estágio clínico que desenvolve terapias medicamentosas inovadoras para doenças neurológicas e neurodegenerativas, anunciou hoje a próxima etapa de interação com a Food and Drug Administration (FDA) para avançar com o programa de desenvolvimento de Fase 3 da empresa, que avalia o bezisterim na doença de Parkinson.

"Estamos trabalhando em estreita colaboração com os principais especialistas em desenvolvimento clínico da doença de Parkinson para finalizar o desenho de um estudo de Fase 3 que inclui a Parte III da MDS-UPDRS1 como desfecho primário, em consonância com o foco de longa data da FDA na melhora dos sintomas motores na avaliação de terapias para Parkinson", disse Joseph Palumbo, MD, Vice-Presidente Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento e Diretor Médico da BioVie. "Ao mesmo tempo, nossos dados da Fase 2 sugerem que os benefícios clínicos mais significativos do bezisterim podem estar nos sintomas não motores, conforme refletido nos resultados da Parte I da MDS-UPDRS, que selecionamos como um desfecho primário ou secundário. Consequentemente, espera-se que a Parte I da MDS-UPDRS desempenhe um papel importante no programa da Fase 3, e a empresa está ansiosa para discutir seu posicionamento ideal na hierarquia de desfechos com o FDA. É importante ressaltar que as descobertas da Fase 2, que observaram que pacientes com níveis mais altos de inflamação obtiveram maior benefício com o tratamento, também fornecem uma estratégia de enriquecimento que acreditamos poder sustentar um estudo de Fase 3 com aproximadamente 175 pacientes. Ao visar as dimensões motoras e não motoras da doença de Parkinson, acreditamos que o bezisterim tem o potencial de se tornar a primeira terapia a proporcionar benefícios significativos em todo o espectro de sintomas da doença de Parkinson. Com base na robustez dos nossos resultados da Fase 2, acreditamos que temos uma base sólida para um programa de Fase 3 bem-sucedido. Já entramos em contato com o FDA para solicitar uma Reunião de Fim da Fase 2 e estamos ansiosos para discutir nosso projeto de estudo proposto com [nome da empresa/organização]. A FDA deverá aprovar o medicamento ainda neste outono. Prevemos receber um parecer formal por escrito antes do final do ano.

No estudo SUNRISE-PD, um estudo de 12 semanas com 57 pacientes, os pacientes tratados com bezisterim que apresentavam marcadores inflamatórios elevados, medidos pelos níveis de plaquetas, demonstraram diferenças estatisticamente significativas em comparação com o placebo nas Partes I, II e III da MDS-UPDRS, bem como na pontuação total da MDS-UPDRS. Esses desfechos exploratórios requerem validação em um estudo maior e de maior duração.

Sobre o Bezisterim

O bezisterim (NE3107) é um medicamento oral em investigação que atravessa a barreira hematoencefálica e atua na redução da inflamação e na melhora da sensibilidade à insulina sem suprimir o sistema imunológico e com baixo risco de interações medicamentosas. Ao modular vias-chave envolvidas na neuroinflamação (ERK, NFκB, TNFα), o bezisterim pode ter potencial terapêutico em diversas indicações de doenças, incluindo a doença de Parkinson (DP), a COVID longa (CL) e a doença de Alzheimer (DA). A segurança e a eficácia do bezisterim não foram estabelecidas para nenhuma indicação.

Em relação à DP, a BioVie concluiu o estudo SUNRISE-PD, que recrutou 57 pacientes para estabelecer a prova de mecanismo e a prova de conceito em indivíduos com doença em estágio inicial que não haviam sido tratados anteriormente com carbidopa/levodopa.

O bezisterim (NE3107) é um medicamento oral em investigação que atravessa a barreira hematoencefálica e atua reduzindo a inflamação e melhorando a sensibilidade à insulina sem suprimir o sistema imunológico e com baixo risco de interações medicamentosas. Ao modular vias-chave envolvidas na neuroinflamação (ERK, NFκB, TNFα), o bezisterim pode ter potencial terapêutico em diversas indicações de doenças, incluindo a doença de Parkinson (DP), a COVID longa (CL) e a doença de Alzheimer (DA). A segurança e a eficácia do bezisterim não foram estabelecidas para nenhuma indicação.

Em relação à DP, a BioVie concluiu o estudo SUNRISE-PD, que recrutou 57 pacientes para estabelecer a prova de mecanismo e a prova de conceito em indivíduos com doença em estágio inicial que não haviam sido tratados anteriormente com carbidopa/levodopa. Os principais resultados mostraram que os pacientes tratados com bezisterim apresentaram alterações em marcadores inflamatórios sanguíneos, bem como em uma ampla gama de biomarcadores associados à saúde celular e à integridade neuronal. Esses achados sobre biomarcadores são exploratórios e não foram validados pelo FDA como desfechos substitutos para a doença de Parkinson. Clinicamente, os pacientes tratados com bezisterim apresentaram melhorias numéricas em comparação com o placebo em diversas medidas de funcionamento diário, sintomas motores e sintomas não motores. (segue...) Fonte: finance yahoo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Ondas de calor do El Niño podem agravar sintomas de doenças neurológicas

4 de setembro de 2026 - As ondas de calor intensificadas pelo El Niño – fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico – podem piorar os sintomas da esclerose múltipla, as alterações relacionadas à doença de Parkinson e a cognição em pessoas com demência.

O forte calor também favorece o AVC (acidente vascular cerebral), as crises epilépticas e os episódios de confusão mental.

Segundo a Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos, o evento climático está em patamar forte e deverá evoluir para muito forte (super El Niño) a partir deste mês.

Segundo Maurício Hoshino, neurologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, para pessoas com Parkinson, as altas temperaturas levam a um cenário de maior risco. O calor extremo funciona como uma sobrecarga cardiovascular. Em dias muito quentes, a pressão tende a cair e os batimentos cardíacos aceleram.

Como o Parkinson já prejudica o controle fino que o corpo faz da pressão arterial, o organismo não consegue se adaptar.

Esse controle é a capacidade do sistema nervoso central de fazer microajustes automáticos e imediatos na força com que o sangue corre pelas artérias. Podem ocorrer quedas bruscas de pressão, tonturas, desmaios e piora acentuada no desequilíbrio e na mobilidade.

Na esclerose múltipla, o indivíduo tem cicatrizes de lesões neurológicas inflamatórias de repetição causadas pela própria doença. Embora o organismo consiga se recuperar, o tecido lesionado permanece vulnerável.

Diante do forte calor, a cicatriz no sistema nervoso sofre uma espécie de sobrecarga temporária, e os sintomas que já haviam sido superados e reabilitados voltam a se manifestar na mesma região do corpo.

“Por exemplo, uma perna que havia melhorado bastante começa a se arrastar de novo, ou um formigamento que volta. Fica a preocupação: será que a doença está voltando? Não. A temperatura facilita que você tenha sintomas dos quais já havia melhorado e recuperado, e você passa a senti-los novamente. Não sabemos a causa para isso, mas acontece e é muito comum”, explica Hoshino.

O calor extremo impacta, ainda, a saúde de pacientes com Alzheimer e outras demências. As temperaturas altas podem causar desidratação, o que agrava os quadros de confusão mental e acelera o declínio cognitivo temporário. O problema é que muitos idosos com essas patologias têm dificuldade para comunicar mal-estar ou pedir água. Assim, ficam mais expostos aos efeitos térmicos.

O especialista em doenças autoimunes do sistema nervoso Roger Santana de Araújo, neurologista da Clínica EVCiti, em São Paulo, avalia que o cenário reflete no sistema de saúde, porque gera aumento expressivo nas internações durante os meses mais quentes do ano.

“É bem relatado em alguns estudos que o calor aumenta muito as internações, principalmente de quem tem Alzheimer. Eles ficam mais confusos, desidratam com mais facilidade”, diz Araújo.

“Pacientes com demência já têm a reserva encefálica baixa. Qualquer mudança de rotina e qualquer coisa que aconteça pode piorar o comportamento, a memória, o andar, o como conversar. O calor também está dentro dessa situação. É uma agressão ambiental, que muda a rotina e secundariamente a cabeça fica pior”, explica Araújo.

O tempo quente causa a privação do sono, que é um fator de risco para crises de epilepsia em pessoas propensas ou que já têm a condição. “Principalmente porque é uma privação de sono crônica. Muitas vezes, é a semana inteira que não se dorme bem por não ter uma temperatura mais adequada no quarto ou até pelo barulho do ventilador”, comenta Hoshino.

O neurologista do Hospital Santa Catarina argumenta que o sono inadequado, somado a um ambiente desconfortável, também atua como um gatilho para quem sofre de enxaqueca.

O cérebro do paciente enxaquecoso é hiper-responsivo a estímulos externos. Por essa razão, a exposição a ambientes intensos – marcados por excesso de luz ou barulho – facilita o desencadeamento das crises.

Quem é saudável também sofre com as consequências das altas temperaturas, segundo o neurologista Roger Santana de Araújo. O indivíduo fica mais lento e desatento e, portanto, mais propenso a cometer erros.

O cansaço do corpo e da mente é outro efeito nocivo dos dias muito quentes.

O forte calor é um gatilho para a síncope vasovagal, principal causa de desmaios que ocorrem devido a uma súbita diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca, que a estimulação do nervo vago desencadeia (décimo nervo craniano).

O QUE FAZER?

– Evite se expor ao sol, principalmente nos períodos de maior temperatura

– Use roupas leves e adequadas à estação

– Hidrate-se

– Não espere a sede surgir

– Evite atividades físicas nos horários de maior calor

– Mantenha os ambientes ventilados ou climatizados

– Acompanhe a qualidade do ar em dias de queimadas

Tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, palpitações, falta de ar e queda da pressão são sinais de que o organismo pode estar em desequilíbrio com o calor.

Confusão mental aguda, sonolência excessiva, convulsões, desmaio, dor de cabeça intensa e persistente, alteração da fala, perda de força, dor no peito ou falta de ar importante exigem avaliação médica imediata.

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde. Fonte: eshoje.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Tratamento aprovado para Parkinson recebe sinal verde na UE; será comercializado como Hopledo

Estudo demonstra que terapia de ação prolongada aumenta o tempo de controle eficaz dos sintomas ("tempo *on*") em adultos

1º de setembro de 2026 – O Hopledo (IPX203), uma formulação de liberação prolongada de levodopa e carbidopa comercializada como Crexont nos EUA, obteve aprovação na União Europeia para o tratamento de adultos com doença de Parkinson que apresentam flutuações motoras apesar do uso de medicamentos.

A decisão da Comissão Europeia baseou-se, em grande parte, em dados de estudos demonstrando que o uso dessa terapia oral levou a um aumento significativo no tempo de controle eficaz dos sintomas — conhecido como tempo "*on*" (período em que os sintomas estão bem controlados) — em comparação com medicamentos de liberação imediata. O Hopledo também exigiu um número menor de doses diárias.

A aprovação segue uma recomendação favorável do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), órgão da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) responsável por avaliar medicamentos que buscam aprovação na UE.

A Zambon Biotech, detentora dos direitos exclusivos de comercialização do Hopledo na UE, no Reino Unido e na Suíça, planeja iniciar a introdução da terapia recém-aprovada nos mercados europeus em outubro, segundo comunicado de imprensa da empresa.

"Para as pessoas que vivem com a doença de Parkinson, bem como para seus cuidadores e profissionais de saúde, a necessidade de opções terapêuticas adicionais para ajudar a controlar as flutuações motoras permanece significativa", afirmou Giovanni Magnaghi, CEO da Zambon. "A aprovação do Hopledo marca um passo importante no compromisso de longa data da Zambon com a comunidade da doença de Parkinson."

Adultos com Parkinson que mudam para o Crexont ganham 3 horas diárias de tempo de controle eficaz ("tempo *on*")

Josefa Domingos, presidente da Parkinson’s Europe, também saudou a decisão, observando que novas opções de tratamento podem oferecer "às pessoas com Parkinson e aos seus médicos mais formas de adaptar o tratamento às suas vidas individuais". Ela acrescentou que a organização, que reúne grupos de defesa de pacientes na UE, "continuará a defender um acesso oportuno e equitativo em toda a Europa, para que todos os que possam se beneficiar tenham essa oportunidade".

Hopledo aprovado nos EUA sob o nome comercial Crexont

O Parkinson é uma doença progressiva causada pela perda de células nervosas produtoras de dopamina. A dopamina é uma molécula sinalizadora que desempenha um papel importante no controle dos movimentos, e sua perda contribui para os sintomas motores da doença.

A levodopa é um dos principais tratamentos para a doença de Parkinson. Ela fornece ao cérebro um precursor que as células nervosas podem utilizar para produzir dopamina e é frequentemente combinada com a carbidopa, que ajuda a garantir que uma maior quantidade de levodopa chegue ao cérebro.

No entanto, com o passar do tempo, pacientes em tratamento com levodopa podem apresentar flutuações na eficácia do medicamento em controlar os sintomas. Isso pode incluir episódios de "off" — períodos entre as doses em que os sintomas retornam — bem como discinesia, caracterizada por movimentos involuntários e descontrolados.

"Um grande desafio terapêutico na doença de Parkinson é manter um controle motor estável ao longo do dia", afirmou Günter Höglinger, diretor do Departamento de Neurologia do Hospital Universitário LMU de Munique.

Segundo Höglinger, "muitos pacientes vivenciam flutuações no controle dos sintomas e, muitas vezes, precisam planejar suas atividades diárias em função do horário e da duração do efeito da levodopa". A combinação de benefício prolongado e menor frequência de administração [com o Hopledo] representa um avanço importante na terapia com levodopa para [pessoas com Parkinson] que apresentam flutuações motoras.

O Hopledo foi desenvolvido para lidar com essas flutuações ao alterar a forma como a levodopa e a carbidopa são liberadas no organismo. A formulação oral contém, em uma única cápsula, tanto grânulos de liberação imediata quanto microesferas de liberação prolongada, permitindo que o tratamento comece a fazer efeito relativamente rápido e, ao mesmo tempo, prolongue a duração de sua ação.

A aprovação do medicamento na União Europeia baseou-se em resultados do estudo de Fase 3 RISE-PD (NCT03670953). Esses resultados demonstraram que, em comparação com a levodopa/carbidopa de liberação imediata, o Hopledo aumentou o tempo de resposta terapêutica adequada (conhecido como tempo "on" — períodos em que os sintomas de Parkinson estão bem controlados pela medicação) e reduziu o tempo de resposta inadequada (tempo "off").

Esses benefícios foram alcançados com um número menor de doses diárias: os participantes que utilizaram o Hopledo receberam, em média, três doses por dia, enquanto aqueles que utilizaram a formulação de liberação imediata receberam cinco doses.

Dados de longo prazo provenientes de um estudo de extensão com duração de nove meses indicaram, ainda, que o Hopledo esteve associado a um controle sustentado dos sintomas e a uma frequência de administração estável.

"Essa combinação de benefício prolongado e menor frequência de administração representa um avanço importante na terapia com levodopa para [pessoas com Parkinson] que apresentam flutuações motoras", afirmou Höglinger. Fonte: parkinsonsnewstoday.

Em resumo: mais do mesmo!

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Instabilidade postural

 Na Doença de Parkinson a instabilidade postural aparece na fase intermediária para avançada da doença.Pela escala mais usada, a de Hoehn & Yahr, funciona assim:Estágios 1 e 2 - Fase Inicial:

Sintomas de um lado só do corpo, ou dos dois lados, mas sem alteração do equilíbrio. A pessoa ainda consegue se recuperar sozinha se for empurrada.Estágio 3 - É aqui que ela surge:

É o marco clássico. Começa a dificuldade para manter o equilíbrio ao virar, ao ser puxado levemente para trás (o médico faz o teste do "puxão"), maior risco de quedas. A pessoa ainda é independente, mas já precisa de mais cuidado.Estágios 4 e 5 - Fase Avançada:

Instabilidade postural grave. Necessidade de auxílio para andar, quedas frequentes, risco de ficar restrito à cadeira ou cama.Por que demora a aparecer?No Parkinson, os primeiros sintomas são geralmente tremor, lentidão (bradicinesia) e rigidez. A instabilidade postural vem depois porque depende do comprometimento de outros sistemas cerebrais além da dopamina - sistemas que controlam os reflexos automáticos de equilíbrio.Por isso ela é um sinal de progressão e um dos critérios que diferencia o Parkinson de outras causas de parkinsonismo.Se for para você ou alguém da sua família, é importante conversar com o neurologista / médico assistente para avaliação do estágio e para orientação sobre fisioterapia e prevenção de quedas, que são fundamentais a partir do estágio 3.Na Doença de Parkinson a instabilidade postural aparece na fase intermediária para avançada da doença.Pela escala mais usada, a de Hoehn & Yahr, funciona assim:Estágios 1 e 2 - Fase Inicial:

Sintomas de um lado só do corpo, ou dos dois lados, mas sem alteração do equilíbrio. A pessoa ainda consegue se recuperar sozinha se for empurrada.Estágio 3 - É aqui que ela surge:

É o marco clássico. Começa a dificuldade para manter o equilíbrio ao virar, ao ser puxado levemente para trás (o médico faz o teste do "puxão"), maior risco de quedas. A pessoa ainda é independente, mas já precisa de mais cuidado.Estágios 4 e 5 - Fase Avançada:

Instabilidade postural grave. Necessidade de auxílio para andar, quedas frequentes, risco de ficar restrito à cadeira ou cama.Por que demora a aparecer?No Parkinson, os primeiros sintomas são geralmente tremor, lentidão (bradicinesia) e rigidez. A instabilidade postural vem depois porque depende do comprometimento de outros sistemas cerebrais além da dopamina - sistemas que controlam os reflexos automáticos de equilíbrio.Por isso ela é um sinal de progressão e um dos critérios que diferencia o Parkinson de outras causas de parkinsonismo.Se for para você ou alguém da sua família, é importante conversar com o neurologista / médico assistente para avaliação do estágio e para orientação sobre fisioterapia e prevenção de quedas, que são fundamentais a partir do estágio 3.Na Doença de Parkinson a instabilidade postural aparece na fase intermediária para avançada da doença.Pela escala mais usada, a de Hoehn & Yahr, funciona assim: Estágios 1 e 2 - Fase Inicial:

Sintomas de um lado só do corpo, ou dos dois lados, mas sem alteração do equilíbrio. A pessoa ainda consegue se recuperar sozinha se for empurrada. Estágio 3 - É aqui que ela surge:

É o marco clássico. Começa a dificuldade para manter o equilíbrio ao virar, ao ser puxado levemente para trás (o médico faz o teste do "puxão"), maior risco de quedas. A pessoa ainda é independente, mas já precisa de mais cuidado. Estágios 4 e 5 - Fase Avançada:

Instabilidade postural grave. Necessidade de auxílio para andar, quedas frequentes, risco de ficar restrito à cadeira ou cama.Por que demora a aparecer? No Parkinson, os primeiros sintomas são geralmente tremor, lentidão (bradicinesia) e rigidez. A instabilidade postural vem depois porque depende do comprometimento de outros sistemas cerebrais além da dopamina - sistemas que controlam os reflexos automáticos de equilíbrio.Por isso ela é um sinal de progressão e um dos critérios que diferencia o Parkinson de outras causas de parkinsonismo.Se for para você ou alguém da sua família, é importante conversar com o neurologista / médico assistente para avaliação do estágio e para orientação sobre fisioterapia e prevenção de quedas, que são fundamentais a partir do estágio 3.Na Doença de Parkinson a instabilidade postural aparece na fase intermediária para avançada da doença.Pela escala mais usada, a de Hoehn & Yahr, funciona assim: Estágios 1 e 2 - Fase Inicial:

Sintomas de um lado só do corpo, ou dos dois lados, mas sem alteração do equilíbrio. A pessoa ainda consegue se recuperar sozinha se for empurrada. Estágio 3 - É aqui que ela surge:

É o marco clássico. Começa a dificuldade para manter o equilíbrio ao virar, ao ser puxado levemente para trás (o médico faz o teste do "puxão"), maior risco de quedas. A pessoa ainda é independente, mas já precisa de mais cuidado. Estágios 4 e 5 - Fase Avançada:

Instabilidade postural grave. Necessidade de auxílio para andar, quedas frequentes, risco de ficar restrito à cadeira ou cama.Por que demora a aparecer? No Parkinson, os primeiros sintomas são geralmente tremor, lentidão (bradicinesia) e rigidez. A instabilidade postural vem depois porque depende do comprometimento de outros sistemas cerebrais além da dopamina - sistemas que controlam os reflexos automáticos de equilíbrio.Por isso ela é um sinal de progressão e um dos critérios que diferencia o Parkinson de outras causas de parkinsonismo.Se for para você ou alguém da sua família, é importante conversar com o neurologista / médico assistente para avaliação do estágio e para orientação sobre fisioterapia e prevenção de quedas, que são fundamentais a partir do estágio 3.Fonte:IA.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Doença de Parkinson pode não começar no cérebro, indica estudo

11/07/2026 - Tradicionalmente associada a danos neurológicos no cérebro devido a uma queda drástica na produção de dopamina, a doença de Parkinson pode, na verdade, começar em outra parte inesperada do corpo: os rins.

A descoberta foi feita por uma equipe da Universidade de Wuhan, na China, e publicada na revista Nature Neuroscience. O estudo realizado pelos cientistas se concentra especialmente na proteína alfa-sinucleína (α-Syn), intimamente associada ao Parkinson. Quando a produção desregulada cria aglomerados de proteínas malformadas, interfere na função cerebral.

Os achados mostram que os aglomerados de α-Syn podem se acumular nos rins, bem como no cérebro. Os pesquisadores acreditam que essas proteínas anormais podem, na verdade, viajar dos rins para o cérebro, provavelmente desempenhando um papel no desencadeamento da doença.

“Demonstramos que o rim é um órgão periférico que serve como origem da α-Syn patológica”, escreveram os pesquisadores em seu artigo publicado.

Os testes em animais reforçam essas hipóteses. Camundongos com rins saudáveis eliminaram os aglomerados de α-Syn injetados, mas em camundongos com rins que não estavam funcionando, as proteínas se acumularam e eventualmente se espalharam para o cérebro. Em testes posteriores, nos quais os nervos entre o cérebro e os rins foram cortados, essa disseminação não ocorreu.

Entretanto, é importante ressaltar que o estudo apresenta algumas limitações. O número de pessoas das quais as amostras de tecido foram coletadas foi relativamente pequeno e, embora camundongos representem substitutos adequados para humanos em pesquisas científicas, não há garantia de que exatamente os mesmos processos observados nos animais estejam ocorrendo em pessoas.

Mas existem muitas descobertas interessantes que podem ser exploradas mais a fundo, o que poderia, eventualmente, auxiliar no desenvolvimento de novos tratamentos para o Parkinson e outros distúrbios neurológicos relacionados. Fonte: mundoboaforma. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Cuidador para Idoso com Parkinson: Quando Contratar e Como Ajuda

18/08/2026 - Um cuidador ajuda o idoso com Parkinson na mobilidade, na prevenção de quedas, na rotina de medicação (nos horários prescritos), na alimentação e na comunicação, adaptando o apoio à progressão da doença. O momento de contratar costuma chegar quando as limitações de movimento e o risco de queda tornam o dia a dia inseguro sem apoio. Conduta clínica é sempre médica.

O que muda no dia a dia com o Parkinson
A doença de Parkinson é crônica e progressiva, afetando principalmente o movimento: lentidão, rigidez, tremor e alterações de equilíbrio. Com o tempo, atividades simples — levantar, vestir-se, caminhar, comer — podem ficar mais difíceis, e o risco de quedas aumenta. Também podem surgir alterações na fala, na deglutição e no humor.

Esse caráter progressivo significa que o cuidado precisa se adaptar ao longo do tempo. O que o idoso faz sozinho hoje pode exigir apoio amanhã — e a flexibilidade é parte de um bom cuidado.

Como o cuidador apoia o idoso com Parkinson
O cuidador oferece apoio prático e seguro: auxílio à mobilidade e às transferências, prevenção de quedas, ajuda para vestir-se e na higiene, apoio na alimentação (com atenção quando há dificuldade de deglutição) e estímulo à comunicação. Um ponto sensível é a medicação: o cuidador ajuda a manter os horários prescritos, que no Parkinson são particularmente importantes.

Além do apoio físico, há o suporte emocional e a companhia. A convivência atenta permite perceber flutuações dos sintomas ao longo do dia e mudanças que merecem ser comunicadas à família e à equipe de saúde.

Prevenção de quedas e adaptação do ambiente
Como o Parkinson afeta equilíbrio e marcha, a prevenção de quedas é central. O ambiente ganha com barras de apoio, remoção de tapetes e obstáculos, boa iluminação, calçados firmes e percursos livres dentro de casa. O cuidador auxilia nos momentos de maior risco — levantar da cama, ir ao banheiro, caminhar.

Essas adaptações, combinadas com a reabilitação orientada por fisioterapeuta, ajudam a preservar a mobilidade e a autonomia pelo maior tempo possível, reduzindo o risco de fraturas e internações.

O limite entre cuidado e conduta clínica
O cuidador apoia a rotina e a segurança, mas não conduz o tratamento. Ajustes de medicação, decisões sobre a doença e reabilitação são de médicos e demais profissionais habilitados — no Parkinson, frequentemente com acompanhamento de neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

Respeitar esse limite é parte do cuidado seguro. O cuidador observa e comunica; qualquer mudança de sintomas que sugira necessidade de reavaliação deve ser levada ao médico, não resolvida por conta própria.

Sinais de alerta e quando procurar ajuda profissional
Procure avaliação médica diante de quedas repetidas, piora importante da mobilidade, engasgos frequentes, perda de peso, dificuldade nova para engolir, sinais de infecção ou mudanças significativas de humor e cognição. Piora súbita do estado geral pede atenção sem demora; emergências devem acionar o serviço de urgência. A pontualidade da medicação prescrita deve ser mantida conforme orientação médica.

Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Diante de sinais de alerta, procure orientação médica; em situações de emergência, acione o serviço de urgência (192/SAMU) ou leve a pessoa ao pronto-atendimento. O cuidador e a família observam e comunicam — diagnóstico, prescrição e conduta são sempre de profissional habilitado.

Respostas diretas
Como o cuidador ajuda o idoso com Parkinson?
Apoiando a mobilidade e as transferências com segurança, prevenindo quedas, ajudando na rotina de medicação nos horários prescritos (a pontualidade é importante no Parkinson), auxiliando na alimentação e na comunicação, estimulando a autonomia possível e observando mudanças para comunicar à equipe.

Quando contratar um cuidador?
Geralmente quando as limitações de movimento, o risco de quedas ou as flutuações dos sintomas tornam inseguro o idoso ficar sozinho, ou quando a família não consegue oferecer o apoio necessário. A avaliação da necessidade orienta o momento e o formato. Fonte: akallantus.