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sábado, 17 de janeiro de 2026

Idosos: até quando continuar dirigindo?

Três alagoanos mostram que com saúde e disposição é possível continuar ao volante e não abrem mão dessa atividade

17/01/2026 - Os idosos com 60 anos ou mais representam a terceira maior porcentagem de motoristas em Alagoas. São 128.409 pessoas, o que representa 17,16% dos motoristas.

Essa parcela de motoristas fica atrás apenas do grupo de 32 a 38 anos que somam 131.977 pessoas ou 17,63% e da fatia de condutores entre 39 a 45 anos que engloba 131.914 pessoas ou ainda 17,63%.

Nas ruas alagoanas tem mais idosos dirigindo do que adultos entre 25 a 31 anos. Eles são 121.533 pessoas ou 16,24% dos motoristas. Na sequência estão, condutores de 45 a 52 que somam 100.712 pessoas ou 13,46%; 53 a 59 anos que são 72.884 pessoas ou 9,74 % e, por fim, 18 a 24 anos, 60.796 pessoas ou 8,12% dos motoristas.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no Brasil, não existe uma idade fixa estabelecida para parar de dirigir. A decisão de cessar a direção é baseada nas condições de saúde física e mental do indivíduo, avaliadas principalmente durante o processo de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Aos 85 anos de idade, Gejyne Matos de Gusmão, conhecido carinhosamente como “seu Gusmão” dirige há mais de 55 anos. A CNH foi renovada em julho do ano passado. Os 85 anos chegaram em novembro de 2025.

Ele gosta muito de dirigir. Conduz o carro para ir ao supermercado, ao médico, fazer passeios em família, cuidar da saúde indo à aula de pilates, e acupuntura. E para onde mais for preciso.

“Seu Gusmão” tem quatro filhos, nove netos e dois bisnetos. Costuma dirigir para a família até mesmo nos feriados e férias, quando vai curtir alguma pousada pelo litoral alagoano.

“Não sei se as pessoas têm preconceito contra motoristas idosos porque tenho tanto prazer em dirigir que não me preocupo com o que os outros pensam. Minha saúde está em dia, os exames mostraram que tenho totais condições de dirigir. Se Deus me deu vida até agora, tenho que aproveitar fazendo o que gosto. Vou dirigir até Deus permitir. E digo mais viu, tem fila querendo pegar carona comigo. Se quiser, coloco seu nome na lista”, disse, querendo saber se a repórter queria carona.

Aos 70 anos de idade, Maria do Carmo de Araújo Vanderlei conduz seu próprio veículo desde os 43 anos. Cuidadosa com a saúde para garantir sua própria segurança e a segurança dos demais envolvidos no trânsito, ela faz os exames de rotina periodicamente e procura o oftalmologista uma vez ao ano.

A CNH foi renovada no último mês de março, com o aval dos médicos que avaliaram que a motorista não tenho apresenta dificuldades para continuar a dirigir.

“Nunca passei por situações de discriminação pelos jovens e acredito que os motoristas de mais idade são mais experientes”, contou.

O condutor João do Carmo Silva, 71 anos, dirige há 51 e se orgulha de toda experiência adquirida ao longo destes anos todos à frente do volante. “Já dirigi em vias urbanas e estradas, assim como em quase todo o país e me sinto apto a continuar a fazê-lo! Creio que os motoristas experientes tem mais vantagens”, defendeu.

A decisão de parar de dirigir muitas vezes recai sobre o próprio indivíduo e seus familiares que devem estar atentos a sinais de alerta como dificuldade de visão, visão noturna reduzida, catarata, glaucoma ou dificuldade em se adaptar à mudança de luz.

Além de problemas de saúde, condições médicas progressivas como artrite severa que afeta a mobilidade, doenças cardíacas ou distúrbios neurológicos como demência ou Parkinson.

A perda da coordenação motora, perda de agilidade ou força muscular, que pode afetar a capacidade de manobrar o volante ou acionar os pedais, acidentes e incidentes também são fatores preocupantes.

O que diz a Medicina sobre idoso motorista

A médica geriatra Clarita Melo explicou que, do ponto de vista da Medicina, não há uma limitação etária para dirigir. Essa avaliação, completou a médica, é feita considerando-se a cognição do paciente e a sua funcionalidade.

“Por lei há uma necessidade de renovação mais precoce a partir dos 50 anos e, ainda mais, a partir dos 70 anos, que corrobora com a avaliação geriátrica”, detalhou a médica que é pós-graduada em Cuidados Paliativos pelo Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Clarita Melo possui aperfeiçoamento em oncogeriatria pelo Hospital Sírio libanês e é preceptora da residência médica de Geriatria da Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Segundo ela, o idoso está apto a dirigir enquanto a sua cognição e funcionalidade estiverem preservadas para tal atividade.

“Em uma avaliação médica, verificamos a memória, a capacidade de raciocínio rápido, a tomada de decisão e os reflexos além da avaliação motora, levando em conta a força e tônus muscular que são fatores essenciais para uma direção segura para o mesmo e para comunidade”, detalhou.

A médica geriatra esclareceu que pacientes com declínio cognitivo maior ou transtorno do humor graves que acometam sua capacidade de raciocínio, memória, poder de decisão e reflexos em qualquer etapa/fase da doença além de paciente frágeis que não tenham tônus muscular satisfatório para manipulação do volante e dos pedais o que pode gerar um risco em uma situação que exija mais destreza são as situações que trazem maior atenção.

Recomendações do Detran

O Detran orientou sobre renovação de CNH para pessoas a partir de 60 anos. Elas devem se submeter a exames médicos e psicológicos.

Conduzir um veículo proporciona liberdade e independência aos idosos. Apesar dos benefícios, algumas ponderações são necessárias. Por isso, a decisão de parar de dirigir pode partir do idoso, ao notar as próprias limitações, ou durante o exame de aptidão física e mental no ato da abertura ou renovação da CNH.

Para isso, o CTB determina algumas mudanças, ou seja, a renovação da carteira de habilitação passa a ser mais frequente e progressiva com o passar do tempo.

Até os 49 anos, a CNH deve ser renovada a cada dez anos. Já para quem têm entre 50 e 69 anos, esse prazo diminui para cinco anos. A partir de 70 anos, o documento deve ser renovado a cada três anos, conforme o CTB.

O chefe de Controle de Condutores do Detran, Wilton Costa, explicou que antes de renovar a CNH, os idosos devem passar por exames médicos rigorosos, que avaliam sua saúde, incluindo vista e audição, e o psicotécnico, que examina habilidades mentais e aptidões cognitivas.

“O idoso obedece à mesma regra dos demais condutores. A única diferença é o tempo de validade da CNH, que, dependendo da avaliação clínica, pode ser inferior a três anos para os condutores acima de 70 anos. Ele vai precisar agendar o procedimento, com prioridade na fila, seguindo todo o trâmite: pagamento das taxas e avaliação clínica”, explicou.

Caso os exames indiquem que haja alguma alteração, podem ser solicitados outros testes. Doenças crônicas ou incapacidades físicas podem exigir exames adicionais.

A obtenção da primeira CNH por parte dos idosos requer uma abordagem mais cuidadosa. Durante o processo, eles serão submetidos a avaliações médicas e psicológicas rigorosas.

Além disso, passam por um treinamento, que inclui aulas teóricas e práticas específicas para adaptar-se às mudanças no trânsito e às novas tecnologias presentes nos veículos.

Motoristas cada vez mais velhos

A expectativa de vida do brasileiro atingiu 76,4 anos em 2023, um aumento significativo que reflete avanços na saúde e qualidade de vida. O resultado é um crescimento anual da população com mais de 60 anos.

Atualmente, os maiores de 60 representam 15% dos brasileiros e, em 2070, deve chegar a 40% da população.

A experiência e a cautela são frequentemente associadas aos motoristas mais velhos, características que os distinguem dos jovens, muitas vezes impulsivos e ávidos por novas experiências ao volante.

É lugar comum achar que o motorista de 60 ou mais tem mais discernimento entre perigo e prazer. Dirige com mais segurança, é mais responsável com as regras e leis. No entanto, a mesma cautela, em excesso, pode gerar insegurança e lentidão, comprometendo a fluidez do tráfego e, ironicamente, a segurança viária. Uma coisa é certa: o envelhecimento afeta as funções cognitivas e motoras de forma distinta em cada pessoa.

A CNH não é um direito adquirido, mas uma licença condicionada à aptidão do condutor. A avaliação psicológica, nesse contexto, desempenha um papel crucial, identificando não apenas as habilidades motoras, mas também a capacidade de tomada de decisão, o tempo de reação e o controle emocional, aspectos vitais para a segurança no trânsito.

Para muitos idosos, a carteira de motorista representa liberdade e independência, e sua perda pode ser vivida como um golpe na autoestima. Famílias também enfrentam dilemas ao reconhecer a necessidade de restringir a direção de um ente querido, temendo conflitos e resistências.

População alagoana envelheceu nos últimos dez anos

A população alagoana envelheceu 2% nos últimos dez anos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A comparação se dá entre os anos de 2022, quando aconteceu o censo mais recente e 2012 quando os dados da Pnad foram coletados.

Conforme as estatísticas do IBGE, Alagoas tem atualmente 8,3% da população total acima de 65 anos. Ou seja, dos 3.127.511 habitantes, 259.583 são idosos. Há uma década, os idosos representavam 6,3%.

O estado segue a tendência nacional e soma mais idosas do que idosos na população. Entre as mulheres alagoanas, 9,2% do total tem 65 ou mais. Entre os homens esse percentual gira em torno de 7,4%.

A população de idosos também aumentou na capital. Em 2012, Maceió ocupava a 17° colocação no país, com 5,9% da população com 65 ou mais. Em 2022, a capital se mantém na mesma posição, mas agora com 8,6%. Dos 957.916 maceioenses, 82.380 são idosos. Em ambos os períodos, as mulheres representaram o maior percentual do que os homens. Fonte: Tribuna hoje.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

À procura de um carro novo

JUNE 18, 2020 - Dirigir. É uma atividade cotidiana que tomamos como certa e mais uma parte de nossa independência que a doença de Parkinson pode eventualmente tirar de nós.

Dirigir é uma tarefa complexa que se torna cada vez mais difícil à medida que o Parkinson progride. No entanto, muitas pessoas com o Parkinson jovem esperam continuar dirigindo por anos sem dificuldade.

Se você se questionar sobre suas habilidades de direção, existem maneiras de avaliar a situação. A Associação de Especialistas em Reabilitação de Motoristas procura promover "a excelência no campo da reabilitação de motoristas em apoio à mobilidade segura e independente". Ela fornece especialistas em reabilitação de motoristas para ajudar pessoas de todas as idades e habilidades a explorar as opções de transporte.

Na minha opinião, minhas habilidades de dirigir não eram um problema. Mas certas situações provocaram ansiedade e começaram a me preocupar. Comecei a perder a confiança na minha condução. Então, decidi tentar um formulário de auto-classificação on-line da AAA. Concedido, era para idosos com 65 anos ou mais, mas eu decidi que o Parkinson me qualificou para usá-lo também.

Minha pontuação foi um "Go!" Isso significa que eu sou um motorista seguro.

Apesar dessa pontuação encorajadora, decidi que era hora de começar a avaliar carros novos. Meu carro atual é ótimo, mas não possui recursos de segurança de assistência ao motorista, como carros mais novos.

A busca de um carro novo
Fiz uma lista de recursos obrigatórios e parti para encontrar um carro. Armado com minha lista de verificação, que incluía a necessidade de acomodar um motorista de 1,5 metro, iniciei minha busca pelo carro perfeito. Visitei quase todos os revendedores da região e sentei-me em vários carros. Eu literalmente apenas sentei neles.

Eu imediatamente eliminei um carro se não pudesse ver completamente o capô. Esse requisito eliminou quase todos eles. Alguns departamentos de vendas gostaram da minha abordagem, enquanto outros ficaram irritados com ela. No entanto, não senti a necessidade de "tentar" se não pudesse ver o capô do carro, o que significava que a estrada estava completamente fora de cena.

Outro requisito que muitos departamentos de vendas não entendiam eram bancos de força. Expliquei que os assentos elétricos são essenciais para mim porque tenho Parkinson e meu lado esquerdo é o meu lado dominante. Bombear manualmente a altura de um assento manual me atrasará em tudo.

Isso geralmente foi seguido por um olhar de descrença, ao qual eu respondi: "Sim, eu tenho Parkinson e não, não vou tentar." Para o próximo.

Minha lista obrigatória é prática, exceto talvez um item: deve ser um carro bonito. Eu dirigi um "carro mãe" prático nos últimos 20 anos.

Por fim, os recursos mais importantes são aqueles que me fornecem ajuda extra para segurança. Os pacotes de assistência ao motorista não substituem um motorista seguro. Mas eles podem ajudar o "Go!" motorista continuar a ser um motorista confiante e seguro.

Atualização: Eu tenho um carro! É um Volvo XC40 bonito e "novo para mim". Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Parkinsons News Today.

É uma ironia traduzir esta matéria para brasileiros como eu. O carro citado custa no Brasil valores entre R$ 177.950 a R$ 245.950, ou seja, cerca de 45 mil dólares. Mesmo com desconto de 30% previsto para PNE. Quem pode? Eu, tu, ele,  não! Exceções existem, mas não compensa. O cara dirige até onde quer ir e, ao chegar lá, não consegue descer...