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domingo, 4 de outubro de 2026

Campo magnético pode afetar o envelhecimento? Estudo mostra impacto em células e abre caminhos para pesquisas sobre Parkinson

Experimento britânico com moscas revela que a menor exposição à radiação altera as usinas de energia do organismo e pode aumentar a longevidade

03/10/26 - Pesquisa aponta como redução de campo magnético afeta mitocôndrias e pode impactar longevidade e doenças neurodegenerativas

Pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, observaram que um campo magnético drasticamente reduzido pode alterar a longevidade e o funcionamento das mitocôndrias em moscas-das-frutas. A descoberta, publicada na revista científica Aging, sugere uma possível influência do ambiente magnético no envelhecimento celular humano e em doenças neurodegenerativas como Parkinson.

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O trabalho inova ao explorar como o escudo magnético natural da Terra, responsável por proteger os seres vivos de partículas espaciais, interage com mecanismos biológicos internos. Até então, essa interferência nos processos de envelhecimento celular era pouco investigada.

Para realizar a análise, os cientistas utilizaram um dispositivo capaz de simular um ambiente com proteção magnética quase nula. Dois grupos de moscas-das-frutas foram submetidos a essa condição: um composto por insetos saudáveis e outro com mutação genética associada ao Parkinson.

O que a pesquisa revelou

Os resultados apontaram um aumento na sobrevivência dos espécimes com a alteração genética do Parkinson quando expostos ao campo enfraquecido. Em contrapartida, as moscas saudáveis não apresentaram o mesmo benefício na longevidade, o que indica que o efeito magnético pode variar conforme a condição biológica do organismo.

Mitocôndrias e envelhecimento

Consideradas as "usinas de energia" das células, as mitocôndrias desempenham papel crucial na produção energética, e seu mau funcionamento está diretamente ligado ao envelhecimento e a diversas patologias. O levantamento indicou que a atenuação do campo magnético modificou processos energéticos e o estresse oxidativo nessas estruturas.

Esse estresse, caracterizado pelo desequilíbrio entre radicais livres e antioxidantes, contribui para a degradação celular acelerada e o desenvolvimento de doenças. A mudança no ambiente magnético alterou diretamente a forma como as mitocôndrias geram energia, impactando esse quadro.

Potencial e limitações

O achado abre caminho para futuras investigações sobre a manipulação controlada de campos magnéticos como uma potencial intervenção em disfunções mitocôndriais, especialmente em quadros de Parkinson e Alzheimer.

Contudo, os próprios autores do estudo alertam que as conclusões não podem ser aplicadas diretamente aos seres humanos, uma vez que o experimento foi conduzido exclusivamente com moscas-das-frutas, cuja biologia é consideravelmente menos complexa.

Além disso, a variação nas respostas entre os grupos, dependente da condição genética de cada um, demonstra que o impacto magnético não ocorre de forma uniforme. Sendo assim, novas pesquisas são necessárias antes de qualquer aplicação prática na medicina humana.

Portanto, ainda não é possível afirmar que o campo magnético terrestre determine a longevidade humana ou que a sua redução retardará o envelhecimento.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil. Fonte: cnnbrasil.

quarta-feira, 27 de março de 2024

O que faz o cérebro envelhecer mais rápido? Novo estudo indica fatores de risco

27 de março de 2024 - Pesquisadores listaram os fatores de risco genéticos e modificáveis que estão associados ao envelhecimento do cérebro.

Um novo estudo, publicado nesta quarta-feira (27), mostrou quais são os fatores de risco genéticos e modificáveis que podem influenciar para o envelhecimento precoce do cérebro e, consequentemente, aumentar o risco para doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Publicado na revista científica Nature Commucations, o estudo analisou exames cerebrais de 40 mil participantes do Biobank, um banco de dados do Reino Unido, que tinham mais de 45 anos. Os pesquisadores também analisaram 161 fatores de risco para a demência e classificaram o seu impacto em uma área do cérebro mais suscetível para o envelhecimento precoce.

Em seguida, classificaram esses fatores modificáveis — ou seja, que podem ser alterados ao longo da vida — em 15 categorias:

Pressão arterial;

Colesterol;

Diabetes;

Peso;

Consumo de álcool;

Tabagismo;

Depressão;

Inflamação;

Poluição;

Audição;

Sono;

Socialização;

Dieta;

Atividade física;

Educação.

“Sabemos que uma constelação de regiões do cérebro degenera mais cedo no envelhecimento e, neste novo estudo, mostramos que essas partes específicas do cérebro são mais vulneráveis ​​ao diabetes, às doenças relacionadas à poluição atmosférica — cada vez mais um fator importante para a demência — e o álcool, de todos os fatores de risco comuns para a demência”, afirma Gwenaëlle Douaud, que liderou o estudo, em comunicado à imprensa.

De acordo com a pesquisadora, diversas alterações genéticas também influenciam nesta rede cerebral e estão relacionadas a mortes cardiovasculares, esquizofrenia, doenças de Alzheimer e Parkinson. Além disso, o estudo descobriu que dois antígenos de um grupo sanguíneo pouco conhecido, chamado antígeno XG, também é um fator de risco. “Essa foi uma descoberta totalmente nova e inesperada”, comentou.

Lloyd Elliott, coautor do estudo e professor da Universidade Simon Fraser, no Canadá, concorda: “Na verdade, duas das nossas sete descobertas genéticas estão localizadas nesta região específica que contém os genes do grupo sanguíneo XG, e essa região é altamente atípica porque é compartilhada pelos cromossomos sexuais X e Y. Isto é realmente bastante intrigante, pois não sabemos muito sobre estas partes do genoma; nosso trabalho mostra que há benefícios em explorar mais profundamente esta terra incógnita genética.”

Para os autores, o atual estudo esclarece alguns dos fatores de risco mais críticos para a demência e fornece novas informações que podem contribuir para a prevenção de doenças neurodegenerativas e estratégias futuras para intervenções específicas. Fonte: Correiodecarajas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Aceleração do relógio epigenético está ligada à idade no início da doença de Parkinson

03 August 2022 – Resumo - Fundo

O envelhecimento é o fator de risco mais forte para a doença de Parkinson (DP), que é um distúrbio do movimento clinicamente heterogêneo com idade de início altamente variável. A idade de metilação do DNA (idade do DNAm) é um relógio epigenético que pode refletir o envelhecimento biológico.

Objetivos
O objetivo foi avaliar se a idade de início da DP está associada à aceleração DNAm-idade (diferença entre idade DNAm e idade cronológica). (segue...) Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Movementdisorders.