Objetivo: atualização nos dispositivos de “Deep Brain Stimulation” aplicáveis ao parkinson. Abordamos critérios de elegibilidade (devo ou não devo fazer? qual a época adequada?) e inovações como DBS adaptativo (aDBS). Atenção: a partir de maio/20 fui impedido arbitrariamente de compartilhar postagens com o facebook. Com isto este presente blog substituirá o doencadeparkinson PONTO blogspot.com, abrangendo a doença de forma geral.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
Remédios contra próstata aumentada protegem contra Parkinson e Alzheimer, diz estudo
10 / 01 / 2025 - Um trio de remédios para próstata aumentada conseguiu prevenir em 40% doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer.
Vai ciência! Pesquisadores descobriram que remédios específicos para o tratamento de próstata aumentada têm também um outro benefício: conseguem reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, como o Parkinson e Alzheimer.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Iowa (UI), nos Estados Unidos, e aponta um possível uso alternativo dos medicamentos. O terazosina, doxazosina e alfuzosina, em testes realizados pelos cientistas, aumentaram a produção de energia nas células cerebrais.
Esse efeito pode retardar ou até mesmo prevenir doenças como Parkinson, Alzheimer e DLB (demência com corpos de Lewy). O estudo analisou mais de 643 mil homens e foi publicado na conceituada revista científica Neurology.
Risco 40% menor
A DLB é uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio cognitivo rápido e demência.
Os participantes do estudo apresentaram 40% menos risco de desenvolver a condição quando tomavam terazosina, doxazosina e alfuzosina. Isso porque os medicamentos têm um efeito colateral único, idêntico: o de aumentar a produção de energia nas células cerebrais.
“Uma das coisas mais empolgantes sobre este estudo é que encontramos o mesmo efeito neuroprotetor que vimos na doença de Parkinson. Se houver um mecanismo de proteção amplo, esses medicamentos poderiam ser potencialmente usados para controlar ou prevenir outras doenças neurodegenerativas”, destacou Jacob Simmering, professor assistente de medicina interna da UI.
Apesar dos resultados positivos, o grupo assume que o estudo foi observacional e não pode, diretamente, comprovar uma relação causal entre os medicamentos e a redução da doença.
No entanto, a equipe já está organizada para investigar se o efeito neuroprotetor também pode ser observado em mulheres, uma vez que o grupo de voluntários era formado apenas por homens.
Mesmo assim, Jacob se disse animado quanto à descoberta e espera ampliar a pesquisa em breve.
Esperança para o futuro
Mesmo não conseguindo prevenir as doenças neurodegenerativas, retardá-las já é uma grande esperança para o futuro, lembrou o cientista.
“Doenças como demência com corpos de Lewy, ou doença de Parkinson, ou doença de Alzheimer são debilitantes, e não temos realmente nenhum bom tratamento que possa modificar a progressão da doença. Podemos tratar os sintomas, mas não podemos realmente retardar a doença”, finalizou. Fonte: sonoticiaboa.
domingo, 14 de novembro de 2021
sábado, 18 de setembro de 2021
Mijar longe, cada vez mais ao longe!
Quando se é guri, se faz campeonato de quem mija mais longe. Quanto mais longe mais viril! Trata-se talvez do machismo estrutural de nossa sociedade, coisa natural. Era normal na minha infância e adolescência.
E, realmente, a vida é uma dádiva degenerativa progressiva.
Afinal, pra que serve a próstata?
É difícil usar o termo, mas gostem ou não gostem, serve para produzir porra e participa do processo da ejaculação.
O mijo com a próstata dilatada sai fraco, não “ejacula”. Tu mija no dedão do pé e o último pingo, ou jorro, vai na cueca.
É o contrário de foda. Não alivia tensões. Com o parkinson estes processos degenerativos são precoces, e se antecipam à idade cronológica. Difícil lidar com isso. O pior é que não adianta se rebelar. A velhice chega e temos que aceitá-la. Afinal, adianta brigar?
Estou tomando Combodart, e sentido efeitos, pois Combodart® pode causar vertigem (tontura). Tome cuidado quando estiver deitado ou sentado e mudar para a posição sentada ou de pé, particularmente se você tiver acordado no meio da noite, até que você saiba como este medicamento lhe afeta. Se você se sentir tonto durante o tratamento, sente ou deite até que o sintoma passe.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
Medicamento para próstata associado a menor risco de doença de Parkinson
1-FEB-2021 - Tomar um determinado tipo de medicamento para tratar o aumento da próstata está associado a um risco reduzido de desenvolver a doença de Parkinson, de acordo com um grande estudo observacional conduzido por pesquisadores da Universidade de Iowa, com colegas na Dinamarca e na China.
As descobertas, publicadas em 1º de fevereiro na JAMA Neurology, fornecem evidências convincentes de que a terazosina e medicamentos semelhantes podem ter o potencial de prevenir ou retardar o desenvolvimento da doença de Parkinson.
O novo estudo usou dados de quase 300.000 homens mais velhos de dois grandes conjuntos de dados de pacientes independentes - o banco de dados Truven Health Analytics MarketScan nos Estados Unidos e os registros nacionais de saúde na Dinamarca - para investigar se a ingestão de terazosina está associada ao desenvolvimento da doença de Parkinson .
As descobertas baseiam-se em pesquisas pré-clínicas anteriores da equipe, que mostraram que a terazosina aumenta os níveis de energia celular e pode prevenir ou retardar a progressão da doença de Parkinson em modelos animais. Neste estudo anterior, a equipe também usou o banco de dados Truven para mostrar que os homens com doença de Parkinson que também tomavam terazosina e medicamentos relacionados tinham sinais, sintomas e complicações reduzidos da doença de Parkinson.
É importante ressaltar que os pesquisadores tiveram um bom grupo de controle para este estudo de banco de dados anterior. A tansulosina é outra droga comumente usada para tratar o aumento da próstata, mas ao contrário da terazosina, a tansulosina não tem efeito na produção de energia celular, o que os estudos de laboratório da equipe sugerem ser importante no efeito protetor da terazosina.
O novo estudo estende essas descobertas para investigar se a terazosina e medicamentos relacionados que também podem aumentar a produção de energia celular estão associados a um risco reduzido de desenvolver a doença de Parkinson.
Usando os bancos de dados dos EUA e da Dinamarca, a equipe identificou 150.000 homens que começaram a tomar terazosina ou medicamentos semelhantes e os comparou, com base na idade e histórico clínico, a 150.000 homens que começaram a tomar tansulosina.
"Em seguida, rastreamos os dados de saúde desses homens para determinar quantos em cada grupo desenvolveram a doença de Parkinson", explica Jacob Simmering, PhD, professor assistente de UI de medicina interna e autor correspondente do estudo. “Os homens que tomaram terazosina tiveram 12 a 37% menos probabilidade de desenvolver a doença de Parkinson durante o acompanhamento do que os homens que tomaram tansulosina”.
Além disso, o estudo descobriu que uma maior duração do uso das drogas para aumentar a energia da próstata estava associada a um aumento dos efeitos protetores.
“Apesar das diferenças relativas na população e na estrutura do sistema de saúde, encontramos um efeito protetor semelhante em ambos os países”, acrescenta Simmering. "A replicação do achado em uma coorte internacional é uma evidência poderosa que sugere um efeito causal. Se esses resultados forem confirmados por meio de investigações adicionais, especialmente um ensaio clínico randomizado, a terazosina pode fornecer neuroproteção e potencialmente prevenir - e não apenas controlar - a doença de Parkinson." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Eurekalert.
