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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Mutações genéticas na doença de Parkinson serão estudadas no Uruguai

 Montevidéu, 8 de setembro (Prensa Latina) O Uruguai investigará mutações genéticas associadas à doença de Parkinson, em um estudo liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade da República, conforme revelado hoje.

O estudo começará com entre 200 e 300 pacientes, com o objetivo de identificar novas mutações genéticas ligadas ao Parkinson e ampliar o conhecimento sobre o perfil genético dos pacientes uruguaios.

A pesquisa será liderada pela neurologista Elena Diéguez, especialista na doença, e por Víctor Raggio, geneticista médico de nível 4.

Na primeira etapa, serão estudados pacientes que apresentem os sintomas característicos da doença para buscar genes ainda não identificados no Uruguai.

Algumas das informações obtidas poderão ser armazenadas por um período em um banco de dados internacional, informou o jornal La Diaria.

Dessa forma, se um grupo científico renomado identificar uma nova mutação no futuro, poderá revisar os dados disponíveis para determinar se essa variante já estava presente em amostras uruguaias.

Caso uma mutação relevante seja identificada, a Faculdade de Medicina poderá localizar o paciente para informá-lo do resultado. Se houver tratamento disponível para essa mutação, ele será oferecido ao paciente, explicou Diéguez.

A chamada para participação será feita por meio da Sociedade de Neurologia, para que os neurologistas possam encaminhar pacientes para o projeto. Além disso, os neurologistas envolvidos no projeto deverão viajar para diferentes regiões do país para ampliar o alcance da iniciativa.

Esta pesquisa dá continuidade a um estudo realizado há aproximadamente 20 anos, liderado pelo mesmo especialista.

O projeto será financiado pela Fundação Michael J. Fox e pela Fundação Internacional de Parkinson, com a Cleveland Clinic como instituição líder.

Este programa já estudou aproximadamente 140.000 pacientes em todo o mundo por meio de diversos projetos. Fonte: prensa-latina.