160626 - Uma grande inovação em neurotecnologia e inteligência artificial está mudando a abordagem para o tratamento da doença de Parkinson.
De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature Medicine, 40 pessoas com Parkinson conseguiram andar sem dificuldade graças a um chip implantado em seus cérebros e ao uso de sistemas avançados de IA. A pesquisa foi conduzida pela EPFL e pelo Hospital Universitário de Lausanne, coordenada pelos pesquisadores Jocelyne Bloch e Eduardo Moraud. Ao analisar dados cerebrais de 40 pacientes, a equipe desenvolveu modelos de IA capazes de decodificar diretamente a atividade cerebral e interpretar os movimentos pretendidos pelo paciente. Esses sinais são então usados para ajustar a estimulação elétrica em tempo real, permitindo que os eletrodos implantados se ajustem em segundos enquanto a pessoa caminha. Isso representa um avanço significativo em comparação com as técnicas tradicionais. A estimulação cerebral profunda (ECP) tem sido usada há mais de 30 anos para tratar sintomas como rigidez e tremor associados à doença de Parkinson. No entanto, sua eficácia na melhora da marcha sempre foi limitada. A principal razão é que os dispositivos tradicionais fornecem impulsos elétricos contínuos e invariáveis, não conseguindo se adaptar às necessidades reais do paciente durante o movimento. A integração de microchips cerebrais e inteligência artificial representa, portanto, um potencial ponto de virada no tratamento de doenças. Fonte: ilgazzettino.
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