24 de outubro de 2020 - Morador do Tocantins é impedido de cultivar de cannabis para fins medicinais.
Objetivo: atualização nos dispositivos de “Deep Brain Stimulation” aplicáveis ao parkinson. Abordamos critérios de elegibilidade (devo ou não devo fazer? qual a época adequada?) e inovações como DBS adaptativo (aDBS). Atenção: a partir de maio/20 fui impedido arbitrariamente de compartilhar postagens com o facebook. Com isto este presente blog substituirá o doencadeparkinson PONTO blogspot.com, abrangendo a doença de forma geral.
sábado, 24 de outubro de 2020
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Cientistas revertem a doença de Parkinson em ratos
22 Outubro, 2020 - Uma equipa de cientistas conseguiu reverter totalmente a doença de Parkinson em ratos. Os animais deixaram de apresentar sintomas e recuperaram neurónios.
A doença de Parkinson resulta da redução dos níveis de uma substância que funciona como um mensageiro químico cerebral nos centros que comandam os movimentos. Essa substância é a dopamina. Quando os seus níveis se reduzem, dá-se a morte das células cerebrais que a produzem.
Os atuais tratamentos contra a doença apenas aliviam temporariamente os sintomas, uma vez que não conseguem evitar a perda de neurónios. Um estudo publicado na revista científica Nature demonstra que é possível reverter a perda de neurónios ao converter astrócitos em neurónios.
Os astrócitos são um dos tipos de células mais numerosos do cérebro e são importantíssimos na comunicação entre várias regiões do cérebro que são relevantes para a cognição.
Os investigadores chegaram a esta conclusão após injetarem em ratos um vírus que suprime a produção de uma proteína chamada PTB, que bloqueia a produção de proteínas neuronais pelos astrócitos. De acordo com o site Massive Science, com níveis mais baixos de PTB, os astrócitos podiam produzir proteínas neuronais e tornar-se cada vez mais semelhantes aos neurónios.
Não só os investigadores verificaram uma restauração dos níveis de dopamina como também uma correção total dos sintomas em ratos.
Estima-se que cerca de 20 mil portugueses sofram desta doença. À escala mundial, estima-se que existam 7 a 10 milhões de indivíduos com Parkinson. A sua prevalência aumenta com a idade, sendo rara antes dos 50 anos, e é mais comum nos homens do que nas mulheres. Contudo, em 5% dos casos, surge antes dos 40 anos.
Esta descoberta pode ser um passo importante para curar totalmente a doença de Parkinson em humanos, embora os cientistas ainda estejam um pouco longe disso. Fonte: ZAP aeiou.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
terça-feira, 20 de outubro de 2020
As bactérias podem ser responsáveis pelo efeito colateral da droga de Parkinson
19-OUT-2020 - Bactérias no intestino delgado podem “desfragmentar” a levodopa, o principal medicamento usado no tratamento de Parkinson. O processamento bacteriano das frações não absorvidas da droga resulta em um metabólito que reduz a motilidade intestinal. Essas descobertas foram descritas na revista BMC Biology em 20 de outubro por cientistas da Universidade de Groningen. Como a doença já está associada à constipação, o processamento do medicamento pelas bactérias intestinais pode piorar as complicações gastrointestinais.
Os pacientes com doença de Parkinson são tratados com levodopa, que é convertida no neurotransmissor dopamina no cérebro. A levodopa é absorvida no intestino delgado, embora não totalmente. Oito a dez por cento segue adiante para uma parte mais distal do intestino e esta porcentagem aumenta com a idade e a dosagem do medicamento administrado. Nesta parte distal do intestino, pode encontrar espécies bacterianas, como Clostridium sporogenes, que podem desfragmentar (remover um grupo -NH2 de) aminoácidos aromáticos.
Motilidade intestinal
"No ano passado, outros cientistas demonstraram a atividade de fragmentação (N.T.: deamination em inglês) dessa bactéria em aminoácidos aromáticos", disse Sahar El Aidy, professor assistente de Microbiologia da Universidade de Groningen. El Aidy sabia que a estrutura química da levodopa é semelhante à do aminoácido aromático tirosina. 'Isso sugeriu que a bactéria poderia metabolizar a levodopa, que pode afetar a motilidade intestinal de indivíduos com doença de Parkinson.'
Estudos feitos por El Aidy e sua equipe de pesquisa revelaram que a bactéria C. sporogenes realmente decompõe a levodopa em ácido 3- (3,4-dihidroxifenil) propiônico (DHPPA). “Esse processo envolve quatro etapas, três das quais já conhecidas. No entanto, descobrimos a etapa inicial, que é mediada por uma enzima transaminase. '
Café
Em seguida, a equipe investigou se o DHPPA tem efeito sobre a motilidade do intestino delgado distal, usando um sistema modelo ex vivo para a motilidade intestinal. A motilidade intestinal foi induzida pela adição de acetilcolina, após a qual DHPPA foi adicionado. "Em cinco minutos, isso diminuiu a mobilidade em 69 por cento, subindo para 73 por cento depois de dez a quinze minutos." Isso mostrou claramente que o metabólito da levodopa pode reduzir as contrações intestinais, o que pode levar à constipação.
Para testar se essas descobertas são relevantes para os pacientes com doença de Parkinson, Sebastiaan van Kessel, um estudante de doutorado na equipe de pesquisa da El Aidy, testou amostras de fezes dos pacientes para a presença de DHPPA. “Como também é produzido como um produto da decomposição de café e frutas, comparamos as amostras de pacientes com as de controles saudáveis com uma dieta comparável”, explica El Aidy. O resultado mostrou níveis significativamente mais elevados de DHPPA em amostras de fezes de pacientes com doença de Parkinson que foram tratados com levodopa. Para confirmar que este metabólito resultou da presença e atividade da bactéria intestinal C. sporogenes, ou outra bactéria intestinal capaz de desaminação anaeróbica, bactérias de amostras de fezes foram cultivadas e alimentadas com o precursor de DHPPA. Este experimento mostrou que a bactéria pode de fato metabolizar a levodopa para produzir DHPPA.
Inibidores
Todos esses resultados sugerem que um resíduo da droga levodopa, que não é absorvido precocemente no intestino, pode ser metabolizado por bactérias intestinais em DHPPA, que então reduz a motilidade do intestino distal. Como a constipação já é um dos sintomas da doença de Parkinson, é lamentável que o próprio medicamento para tratar os sintomas possa reduzir ainda mais a motilidade intestinal devido à metabolização bacteriana intestinal. 'No entanto, agora que sabemos disso, é possível procurar inibidores das enzimas na via de desaminação identificada em nosso estudo.'
Resumo de ciência simples
Os indivíduos com doença de Parkinson são tratados com a droga levodopa, que é absorvida no intestino. A microbiologista Sahar El Aidy e sua equipe de pesquisa da Universidade de Groningen descobriram que parte da levodopa é decomposta por bactérias no intestino em uma substância (DHPPA) que reduz a motilidade intestinal. Portanto, o medicamento usado para tratar a doença de Parkinson pode causar prisão de ventre, o que é lamentável porque a prisão de ventre já é um sintoma da doença. No entanto, os resultados deste estudo podem inspirar a descoberta de inibidores que interrompem a degradação da levodopa em DHPPA. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Eurekalert.
Justiça proíbe cultivo doméstico de maconha para fins medicinais
Juiz acompanha visão da AGU
Morador teve pedido rejeitado
Autor sofre de Parkinson
20.out.2020 (terça-feira) - A Justiça Federal negou pedido de 1 morador do Tocantins para cultivar a Cannabis sativa –planta da qual se extrai a maconha– em casa. A decisão atende ao entendimento alegado pela AGU (Advocacia Geral da União), segundo a qual a pretensão é ilegal e contraria as resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O autor do pedido teve prescrição médica para usar 1 medicamento à base da Cannabis sativa para tratar-se de Parkinson. Alegou na Justiça que o remédio em questão é muito caro para ser importado e requereu a autorização para cultivar a planta em casa.
A procuradora federal Inês Cristina Marra Machado argumentou que existem outros medicamentos disponíveis em farmácias para o tratamento do Parkinson. Disse que o plantio da Cannabis é proibido, sendo permitida apenas a importação de produtos à base de maconha para fins medicinais.
A AGU afirmou que existem “controvérsias científicas” quanto aos efeitos psicotrópicos da Cannabis e alertou para o risco de desvio da substância para uso ilícito, tendo em vista o uso recreativo da planta.
“A autorização do plantio poderia gerar 1 grave precedente, que tornaria incontrolável o rastreio, pelo Poder Público, de onde estaria vindo essa substância. Sairia totalmente do controle!”, escreveu Inês Cristina em manifestação enviada à Justiça.
A 1ª Vara da Seção Judiciária do Tocantins acolheu integralmente os argumentos da AGU e negou o pedido do autor da ação. Para o juiz que analisou o caso, não cabe ao Poder Judiciário conceder esse tipo de autorização.
“O uso de medicamentos com base na Cannabis tem se tornado relevante no trato de algumas doenças, mas existe a preocupação com a segurança, devido aos seus efeitos, como perda de memória, náuseas, alucinações e alguns sintomas mais graves. Por isso, a importância da restrição ao cultivo da Cannabis. Por fim, o Brasil é signatário de algumas convenções internacionais que proíbem a produção, exportação, importação, uso e posse de algumas substâncias, dentre elas, a Cannabis”, afirmou Inês Cristina Marra Machado.
Com informações da Assessoria de Comunicação da Advocacia Geral da União. Fonte: Poder360.
Decisãozinha que remete ao tráfico ilegal!



