240326 - Pesquisadores em Grenoble estão desenvolvendo um capacete infravermelho capaz de retardar o envelhecimento cerebral e certas doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Essa inovação pode transformar a medicina.
Um capacete infravermelho pode oferecer uma nova abordagem não invasiva para retardar a progressão das doenças de Alzheimer e Parkinson.
E se a luz se tornasse uma aliada do cérebro? Em Grenoble, pesquisadores franceses estão trabalhando em um capacete que utiliza luz infravermelha capaz de retardar o envelhecimento cerebral e certas doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, relata a RMC. Essa técnica é baseada na fotobiomodulação, uma terapia promissora. Nossas células produzem sua energia graças às mitocôndrias, pequenas "usinas de energia" que transformam o açúcar em energia. Com a idade, essas mitocôndrias se tornam menos eficientes e "entopem". No entanto, elas são sensíveis à luz infravermelha. Segundo pesquisadores, a luz reduz a inflamação celular e melhora a comunicação entre as células. Para o cérebro, isso significa que ela pode, pelo menos, retardar o declínio cognitivo e certos problemas motores. É importante ressaltar que nem todos os tipos de luz funcionam. Somente a luz infravermelha específica, com certos comprimentos de onda e intensidade adequada, consegue penetrar o crânio e atingir o córtex. O dispositivo desenvolvido é não invasivo e simplesmente se encaixa na cabeça.
A luz, já reconhecida por seus benefícios
Para a doença de Parkinson, no entanto, as áreas afetadas são mais profundas, e um tratamento eficaz pode exigir a implantação de eletrodos, com os riscos associados à cirurgia. A fotobiomodulação não é uma tecnologia nova: ela já é utilizada na medicina, principalmente para aliviar a dor e tratar certas inflamações.
Por exemplo, revolucionou o tratamento da mucosite induzida por quimioterapia, uma inflamação dolorosa da boca causada pela quimioterapia, bem como a cicatrização da pele. Os pesquisadores agora esperam que esses benefícios possam ser aplicados ao cérebro. Fonte: capital fr.

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