quinta-feira, 29 de junho de 2017

O calcanhar de Aquiles do dbs

Vou tomar a liberdade de me manifestar sobre o dbs, após experienciar quatro trocas de marcapasso (3 descartáveis e 1 recarregável) e uma relocação de eletrodo.

Entendo que o fato crucial para o marcapasso cerebral funcionar bem é o acerto dos eletrodos no alvo. Os alvos com mais "popularidade" podem ser o núcleo subtalâmico, conhecido com STN (abaixo) ou o Globo Pálido interno, o Gpi. Os alvos são núcleos responsáveis pelo nosso movimento e tem o tamanho de uma ervilha, que tem que ser atravessada longitudinalmente, de pólo à pólo, pelo eletrodo. Eles estão imersos em meio à massa cinzenta cerebral.


Para bem localizá-los, são precedidos exames de imagem (ressonância magnética, raios-x e tomografia) que são fundidos computadorizadamente numa imagem tridimensional do cérebro, sempre tendo uma referência estática, fixa, para o mapeamento, o chamado “halo”, semelhante a uma auréola de material especial que é atarraxada ao crânio do paciente.

De posse desta imagem tridimensional são traçadoos os eixos coordenados x,y,z de onde se localizam os núcleos que se pretende atingir. Navegando por essas coordenadas e localizado o alvo são introduzidos os eletrodos.

No meu entender este é o calcanhar de Aquiles do dbs. Se o alvo não é acertado, não há cristão que faça o dbs funcionar direito, em toda sua potencialidade. E acertar o alvo também apresenta suas relatividades. O ideal é acertar na mosca, mas se não acertar na mosca, pode acertar na borda. Aí terá que haver um extenuante trabalho de programação dos parâmetros do dbs, acionando os “bornes” de cada um dos dois eletrodos (se for implante bi-lateral), que são quatro (equipamentos Medtronic).

Os problemas no acerto do alvo atribuiria a deficiência de pessoal habilitado e proficiente na tarefa, afora obsoleteísmos dos equipamentos hospitalares em geral.

Não é necessário dizer da dependência para o sucesso no implante, de uma experiente equipe cirúrgica. Muito diálogo com o neurocirurgião, p´ra sentir firmeza ou não, é o conselho que posso dar. No mais é rezar...

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