segunda-feira, 1 de maio de 2023

Pedala Parkinson: A bicicleta como suporte terapêutico para a Doença de Parkinson

domingo, 30 de abril de 2023 - O mês de abril é dedicado à “conscientização sobre a Doença de Parkinson”. Por isso, aproveitamos este espaço para divulgar a proposta do “Pedala Parkinson”, uma iniciativa para estimular os portadores da doença de Parkinson a usarem a bicicleta como meio de mobilidade. Explicaremos que o hábito de pedalar ajuda na redução dos sintomas da DP e nas condições de saúde em geral destes pacientes.

A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum na atualidade, ficando atrás apenas da doença de Alzheimer. É uma doença que aumenta sua prevalência conforme a idade e é um distúrbio que se caracteriza principalmente por sintomas motores progressivos ao longo da doença. Todavia, ocorrem também perturbações cognitivas e emocionais.

Nos últimos anos, tem-se se observado um crescimento mais rápido no número de novos casos. Estudos recentes mostraram que em 2019 tínhamos quase dois milhões de pessoas com DP e que o número de novos casos cresceu em 160% desde 1990. Não sabemos exatamente o que está causando este aumento no número de novos casos, todavia existem alguns candidatos a vilão: a poluição e o sedentarismo são os principais candidatos.

O tratamento e a prevenção da DP é um grande desafio global de saúde, pois a incapacidade decorrente deste distúrbio neurológico é hoje considerada uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Atualmente temos tratamento apenas para controlar os sintomas e não para eliminar ou barrar a doença.

Em alguns casos grave, o paciente com DP fica incapaz de se locomover, uma condição conhecida como rigidez ou paralisia da marcha. Porém, na primeira década do século XXI o neurologista holandês Anker Snijders mostrou que pacientes com Parkinson eram capazes de pedalar uma bicicleta. Embora os pacientes estivessem incapazes de andarem eles conseguiam pedalar corretamente. Enquanto os pacientes tinham uma instabilidade postural (dificuldade de se manter em pé), eles mantinham o equilíbrio perfeito ao pedalar uma bicicleta.

Para os familiares e para os próprios pacientes com DP tudo parece um milagre. Eles descobrirem que embora tivessem muita dificuldade em andar, eles conseguem andar de bicicleta e que durante o ato de pedalar os sintomas motores são reduzidos ou na maioria das vezes desaparecem.

Vários estudos foram realizados e hoje nós recomendamos para todos os pacientes com DP o uso de bicicleta. Para aqueles que não sabem andar de bicicleta ou que vivem em um ambiente em que seja difícil se locomover em uma bicicleta, sugerimos o uso de uma bicicleta estacionária. Porém, como gostamos de dizer para os pacientes: “pedalar é preciso”.

Além da melhora nos sintomas da DP, o pedalar também promove um benefício cardiorrespiratório, melhorando o estado geral do paciente. Adicionalmente, podendo pedalar, o paciente com DP pode usar a bicicleta para se locomover e ter interação social, podendo se deslocar para ir ao trabalho, visitar familiares, ir à igreja etc. A bicicleta liberta o paciente com Parkinson.

Gosto de citar o caso de uma senhora idoso com doença de Parkinson e que passou apresentar uma dificuldade em escrever. Como ela tinha sido professora, a sua incapacidade de escrever um simples bilhete a deixava muito triste. Após dois meses pedalando três vezes por semana em uma bicicleta estacionaria, os tremores reduzirem e sua habilidade na escrita retornou. Lembro que a bicicleta não substitui os medicamentos, mas é um complemento ao tratamento farmacológico que é fundamental. Se você leitor é portador de DP ou familiar, converse com seu médico ou pode entrar em contato com a gente para orientações.

Uma pergunta que sempre me fazem é se o hábito de pedalar pode ser uma estratégia para evitar o a doença de Parkinson. Sempre respondo que ainda não temos uma certeza sobre este efeito preventivo do pedalar em relação a DP. Todavia, quando olhamos a incidência da doença de Parkinson nos 10 países que apresentam o maior número de bicicleta por pessoas, encontramos uma relação linear mostrando que os países em que mais se pedala há uma menor incidência da DP. Estamos certo, “pedalar é preciso”

Nós que defendemos o uso da bicicleta como um meio de mobilidade ativa e com o objetivo de melhorar a saúde humana e do planeta criamos em diversos locais o Pedala Parkinson, que tem se materializado em grupos de pedais ou mesmo em um dia ao ano para estimular os pacientes com DP no uso da bicicleta. Por outro lado, temos tentado convencer os diversos tipos de gestores públicos do quanto é importante garantir uma estrutura cicloviária segura para que todos possam usar a bicicleta, incluindo os pacientes com doença de Parkinson, pois eles se beneficiam do uso da bicicleta como meio de mobilidade.

Uma cidade em que há condições seguras para o uso da bicicleta será uma cidade com um ambiente mais saudável e com um futuro como menos doentes com Parkinson, por isso, neste mês de abril, “mês dedicado à conscientização sobre a Doença de Parkinson”, estamos divulgando a ideia do Pedala Parkinson. Então, se você é ciclista, busque os grupos de apoio dos pacientes com Parkinson e organize um Pedala Parkinson. Se você é um gestor público, garanta a segurança dos ciclistas com uma estrutura cicloviária ampla e de qualidade. Fonte: Saibamais.

Michael J. Fox faz desabafo comovente sobre a convivência com Parkinson: “Cada dia mais difícil”

O astro fez esse desabafo em uma entrevista divulgada no YouTube do programa da CBS americana

30/04/2023 - O astro do filme “De Volta para o Futuro”, Michael J. Fox, de 61 anos, faz relato emocionante em relação ao Parkinson, doença diagnosticada há 30 anos e em entrevista revela seu drama e admite que “a cada dia mais difícil”. Na foto Michael encontra Christopher Lloyd após 37 anos.

“Não vou mentir. Está ficando difícil, está ficando mais difícil. Está ficando mais duro [de lidar]. Cada dia é mais difícil”, contou o ator em prévia da entrevista divulgada no YouTube do programa da CBS americana.

Michael, tornou pública a sua doença em 1998 e desde essa época conseguiu trabalhar como dublador. Em raríssimas participações como ator em cena, o ator continuou a receber muito carinho e respeito dos fãs. Os 30 anos de convivência com essa doença não estão sendo fáceis e nos últimos dois anos, Michael admite que vive com medo de morrer.

Nesta entrevista mais recente, conforme o site da CBS News, ele ainda contou sobre uma cirurgia na coluna que fez para retirar um tumor benigno, porém que o deixou com sequelas. “Atrapalhou minha caminhada. E então começou a quebrar as coisas. […] Eu quebrei esse braço, esse [outro] braço. Quebrei esse cotovelo. Quebrei minha cara. Quebrei minha mão?”

A doença também compromete sua qualidade de vida, interfere na alimentação, aumenta o risco de quedas e o deixa debilitado, facilitando o aparecimento de outras doenças, como a pneumonia.

Michael J. Fox (reprodução Rolling Stone)

“Todas essas maneiras sutis que te pegam. Você não morre de Parkinson. Você morre com Parkinson. Então – assim eu estive – eu estive pensando sobre a mortalidade disso. Não vou fazer 80. Não vou fazer 80 [anos de idade]”, repete.

A entrevista completa vai ao ar neste domingo (30), programação da CBS, Estados Unidos. Fonte: Uol.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Terapia com células-tronco para o tratamento da doença de Parkinson

APRIL 27, 2023 - Stem Cell Therapy for the Treatment of Parkinson’s Disease

ATENÇÃO: Atualmente células-tronco para tratamento de parkinson, trata-se de especulação, não se descartando seu uso seguro num futuro, e ouso dizer, distante, não para mim.

Pensamentos finais

O Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo incurável causado pela morte dos neurônios e pela consequente falta de dopamina que eles produzem no cérebro. Seus sintomas pioram com o tempo. Terapias e medicamentos convencionais apenas ajudam a controlar a condição; no entanto, as células-tronco para Parkinson mostraram resultados notáveis na melhora dos sintomas motores, bem como na redução da progressão da doença.

Você acredita que no futuro esse método poderá resolver o problema desse distúrbio para um grande número de pacientes? E você estaria disposto a tentar a terapia baseada em células? Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Praguemorning.

O tratamento de estimulação cerebral profunda pode aliviar os tremores de Parkinson

 April 27, 2023 - Deep brain stimulation treatment can relieve Parkinson's tremors.


Nova forma de levodopa pode melhorar o tratamento do parkinson

APRIL 26, 2023 - Uma versão de liberação prolongada de um medicamento para a doença de Parkinson pode fornecer alívio mais estável para pacientes com o distúrbio do movimento, mostram novos dados de ensaios clínicos.

A nova formulação de levodopa, chamada IPX203, estendeu a duração do "on time" dos pacientes - a quantidade de tempo em que a medicação está funcionando e os sintomas diminuíram, relataram pesquisadores esta semana na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em Boston.

Três doses orais de IPX203 por dia funcionaram um pouco melhor do que cinco doses de levodopa padrão, com o "on time" dos pacientes durando cerca de meia hora a mais, disse o pesquisador principal Dr. Alberto Espay, presidente do departamento de neurologia e medicina de reabilitação da Universidade de Cincinnati.

Se aprovada, Espay espera que a nova formulação seja dosada com a mesma frequência que a levodopa padrão, mas que seja mais estável e sustentada "no prazo" para os pacientes.

"Isso pode muito bem ser usado com cinco doses por dia, e então isso será uma melhora marcante", disse Espay. "A maioria dos pacientes realmente não se importa. O que os preocupa não é a frequência com que estão tomando, mas quanto 'tempo livre' eles ainda podem ter. Eles não querem ter 'tempo livre', independentemente de quanto muitas vezes demora para eles se dosarem."

Os sintomas de Parkinson, como tremores, lentidão e rigidez, são causados por baixos níveis de dopamina no cérebro e no corpo dos pacientes.

Durante décadas, os médicos trataram o Parkinson dando aos pacientes levodopa, a substância produzida pelos neurônios que é convertida em dopamina, explicou Espay.

"Se nossos cérebros não estão produzindo levodopa suficiente, então temos menos dopamina que precisamos para o movimento e regulação emocional", disse Espay. "A levodopa é para o Parkinson o que a insulina é para o diabetes. Na verdade, está repondo algo que o cérebro produz, mas nesses pacientes está produzindo um pouco menos do que precisam."

Os pacientes tomam doses múltiplas de levodopa diariamente para manter os níveis sanguíneos estáveis de dopamina que irão inibir os sintomas de Parkinson.

A cápsula IPX203 combina grânulos de liberação imediata e grânulos de levodopa de liberação prolongada.

O novo relatório reflete os resultados de um estudo de extensão de segurança de nove meses. Também descobriu que o regime de três doses de IPX203 era tão seguro quanto a levodopa padrão.

O estudo prolongado envolveu 419 pacientes, dos quais cerca de 16% desistiram durante o tratamento.

Os efeitos colaterais mais comuns foram tremores, infecção do trato urinário, dor nas costas e constipação. A maioria dos efeitos colaterais foram leves ou moderados e ocorreram nos primeiros 90 dias de tratamento.

Atualmente, a Food and Drug Administration dos EUA está revisando o IPX203, e Espay disse que antecipa que a nova formulação pode ser aprovada no outono ou no início do inverno. IPX203 seria a segunda pílula de levodopa de liberação prolongada aprovada.

O IPX203 seria uma adição valiosa às opções de tratamento disponíveis para pacientes com Parkinson, disse a Dra. Anna Hohler, presidente de neurologia do St. Elizabeth's Medical Center em Brighton, Massachusetts.

"Nossos pacientes com doença de Parkinson têm potencialmente alguma variabilidade em sua resposta às versões de levodopa de diferentes fabricantes", disse Hohler. "Fornecer a eles opções adicionais pode melhorar seus resultados, em termos de resposta à terapia".

Além disso, a versão de liberação estendida pode ajudar os pacientes a desfrutar de uma experiência mais estável "na hora certa", disse Hohler.

"Quanto mais estáveis os níveis de dosagem no sistema - particularmente com versões de ação prolongada - mais efeito sustentado e confiável os pacientes terão. Isso melhorará sua qualidade de vida em geral", disse Hohler.

A Amneal Pharmaceuticals, fabricante do IPX203, financiou o ensaio clínico.

Os resultados apresentados em reuniões médicas devem ser considerados preliminares até serem publicados em uma revista revisada por pares. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Medicalxpress.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Tá difícil!

Tá difícil conviver com o blefaroespasmo (miastenia ocular), a festinação, a sialorréia, a disartria, a bradiscinesia, as discinesias, e ainda ter que carregar um dicionário...

terça-feira, 25 de abril de 2023

Novas descobertas sobre eletrodos cerebrais podem melhorar o DBS no Parkinson

Descobriu-se que eletrodos implantados desencadeiam inflamação e dano celular

April 24, 2023 - A implantação de eletrodos no cérebro desencadeia a inflamação ativando um grupo de proteínas de sinalização imunológica chamadas inflamassoma – que detecta a infecção e, por sua vez, provoca uma forte resposta inflamatória, mostra um novo estudo.

Essas descobertas podem abrir novos caminhos para melhorar a estimulação cerebral profunda, um tipo de terapia usada na doença de Parkinson e outros distúrbios neurológicos para aliviar os sintomas dos pacientes.

“Descobrir múltiplos mediadores que contribuem para a neuroinflamação irá construir uma maior compreensão da intrincada resposta imune após a inserção [do eletrodo], bem como servir para revelar potenciais alvos terapêuticos para minimizar a neuroinflamação”, escreveram os pesquisadores.

O estudo, “Ativação de inflamassomas e seus efeitos na neuroinflamação na interface microeletrodo-tecido em implantes intracorticais”, foi publicado na Biomaterials.

Investigando os mecanismos dos eletrodos implantados no cérebro
O trabalho foi liderado por uma equipe de pesquisadores que incluiu vários membros do conselho científico da ZyVersa Therapeutics. A empresa sediada nos Estados Unidos está desenvolvendo uma terapia experimental que visa bloquear a ativação do inflamassoma.

“A pesquisa publicada na Biomaterials fornece suporte adicional para o potencial terapêutico do anticorpo monoclonal inibidor ASC patenteado da ZyVersa, IC 100, em lesões e doenças neurológicas”, indicou Stephen C. Glover, cofundador, presidente, CEO e presidente da ZyVersa, disse em um comunicado de imprensa da empresa.

Glover acrescentou que os primeiros estudos com a terapia experimental “demonstraram atividade inflamatória reduzida e/ou melhores resultados em dois modelos diferentes de lesão cerebral, lesão da medula espinhal, inflamação relacionada à idade, doença de Alzheimer e esclerose múltipla”.

Conhecida como DBS, a estimulação cerebral profunda é um tratamento cirúrgico que envolve a implantação de eletrodos no cérebro, que podem fornecer estimulação elétrica a regiões específicas do cérebro. A terapia demonstrou ser eficaz em certos pacientes para aliviar alguns sintomas de Parkinson e outros distúrbios neurológicos.

“A estimulação cerebral profunda é uma importante opção terapêutica para ajudar a manter a qualidade de vida em pacientes com distúrbios do movimento cujos sintomas não são efetivamente controlados por medicamentos”, disse Abhishek Prasad, PhD, professor de engenharia biomédica na University of Miami Miller School of Medicine e co-autor do estudo.

Embora o DBS possa ser uma opção de tratamento eficaz, os eletrodos implantados no cérebro não duram muito. Isso se deve, em parte, à inflamação causada pelos eletrodos no tecido cerebral circundante, que danifica o material do eletrodo.

Mas os mecanismos moleculares exatos de como os eletrodos implantados no cérebro desencadeiam a inflamação não são totalmente compreendidos. Agora, uma equipe de cientistas realizou uma série de experimentos em ratos para investigar se o inflamassoma pode desempenhar um papel.

Os inflamassomas são complexos de proteínas que as células usam para detectar sinais de dano ou infecção. Quando esses sinais de perigo são detectados, o inflamassoma é ativado para desencadear uma poderosa resposta inflamatória.

Os resultados mostraram que os níveis de proteínas do inflamassoma aumentam substancialmente dentro de alguns dias após a implantação do eletrodo. Vários mediadores importantes do inflamassoma, como NLRP1 e NLRP3, ainda estavam em níveis elevados um mês após a implantação, o último ponto de tempo avaliado neste estudo.

“Essas descobertas fornecem forte suporte de que as moléculas do sensor do inflamassoma estão presentes logo após a implantação [do eletrodo] e permanecem elevadas para causar neuroinflamação sustentada mediada pelo inflamassoma”, escreveram os pesquisadores.

A pesquisa publicada na Biomaterials fornece suporte adicional para o potencial terapêutico do anticorpo monoclonal inibidor ASC do ZyVersa, IC 100, em lesões e doenças neurológicas.

A ativação do inflamassoma levou ao aumento da produção das poderosas moléculas sinalizadoras pró-inflamatórias IL-1beta e IL-18, e também ativou a piroptose.

Piroptose, das palavras gregas para “morte ardente”, é uma forma de morte celular inflamatória programada. Especificamente, quando uma célula sofre piroptose, a célula se mata ao mesmo tempo em que libera moléculas de sinalização pró-inflamatórias.

Isso pode ser eficaz para lidar com lesões agudas, porque uma célula danificada pode se despachar ao mesmo tempo em que soa o alarme para o resto do corpo. No entanto, com um eletrodo implantado, o processo é continuamente ativado, o que pode levar a um processo inflamatório prejudicial. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Parkinsons NewsToday.

ND0162 melhora significativamente o tempo ON na doença de Parkinson na Fase 3 BoNDless Trial

Apr 24, 2023 - Comparado com levodopa/carbidopa de liberação imediata, a infusão líquida subcutânea de 24 horas de NeuroDerm melhorou o tempo ON sem discinesia e com discinesia não problemática.

Os dados do estudo BoNDless duplo simulado e randomizado de fase 3 (NCT04006210) da terapia experimental ND0162 (NeuroDerm) em pacientes com doença de Parkinson (DP) sugerem que a infusão subcutânea de 24 horas/dia de levodopa/carbidopa líquida (LD/CD ) fornece uma melhora significativa e clinicamente significativa nas flutuações motoras. Além disso, a terapia mostrou benefícios em medidas funcionais, como melhores experiências de vida diária em comparação com liberação oral imediata (IR, immediate release)-LD/CD e foi bem tolerada.

Os resultados foram apresentados por Alberto J. Espay, MD, MSc, um professor clínico e diretor da divisão e Research Endowed Chair no James J. and Joan A. Gardner Family Center for Parkinson's Disease and Movement Disorders na University of Cincinnati College of Medicine, na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia (AAN) de 2023, de 22 a 27 de abril, em Boston, Massachusetts. No total, a fase duplo-cega e duplamente simulada de 12 semanas do estudo designou aleatoriamente 128 pacientes para ND0162 (faixa de dose diária de levodopa, 496-2820 mg) e 131 pacientes para IR-LD/CD (faixa de dose diária de levodopa, 400-2900 mg). O tempo ON médio sem discinesia problemática foi de 11,8 horas (DP, 2,8) para o grupo ND0162 e 12,1 horas (DP, 2,5) para o grupo IR-LD/CD, com cada grupo relatando uma média de 3,7 horas (SD, 2,5) e 3,4 horas (DP, 2,3) de tempo OFF, respectivamente.

“Em resumo, a infusão subcutânea de 24 horas LD/CD mostrou-se superior à IR-LD/CD e isso é da ordem de 1,72 horas de bom tempo ON, que como mencionei foi uma combinação de tempo ON sem discinesia, mais tempo ON com discinesia não problemática”, disse Espay em sua apresentação. “Na verdade, há uma mudança não mostrada aqui da discinesia não problemática para ON sem discinesia. Além disso, há uma melhora no tempo OFF correspondente à melhora nas experiências motoras da vida diária ON, UPDRS [Unified Parkinson’s Disease Rating Scale - Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson] Parte II, bem como CGI-I [Clinical Global Impression of Improvement, Impressão Clínica Global de Melhoria] e PGIC [ Impressão Global de Mudança do Paciente]."

O efeito do tratamento de 1,72 horas de bom tempo ON em comparação com IR-CD/LD (95% CI, 1,08-2,36; P <0,0001), cuja magnitude observou Espay é comparável aos resultados abertos também apresentados na AAN 2023.2 “Essas 1,72 horas de tempo ON ganhas estão subtraindo o ganho significativo que o IR-CD/LD oral teve e, portanto, parece que é menor em magnitude, mas na verdade é muito semelhante se não contabilizarmos o IR-CD/LD, que, notavelmente, uma vez otimizado ainda [fornece] uma grande melhoria nessa população”, explicou ele ao público.

Espay também observou em sua apresentação que o ND0162 “demonstrou um perfil de segurança razoável”, com a maioria dos pacientes apresentando reações no local da infusão – que eram comuns, mas na maioria eram leves e muitas vezes não causavam a descontinuação. Reações no local da infusão foram relatadas por 57,0% (n = 73) e 42,7% (n = 56) das pessoas nos grupos ND0162 e IR-CD/LD, respectivamente. Desses, 43,8% (n = 56) e 36,6% (n = 48) dos pacientes nos respectivos grupos foram considerados leves. Apenas um único indivíduo em cada grupo relatou uma reação grave no local da infusão.

“No que diz respeito aos problemas de irritação da pele, que talvez seja o calcanhar de Aquiles de todas as terapias subcutâneas, existem alguns esforços para tentar minimizar isso com a aplicação de certos sistemas de massagem”, disse Espay. “Certamente, a limpeza da pele é muito importante, e o exercício mais significativo aqui é a rotação dos locais de infusão para minimizar o efeito em qualquer local de infusão.”

Um número relativamente pequeno de pacientes descontinuou a terapia em ambos os grupos, 5,5% (n = 7) no grupo ND0162 e 3,1% (n = 4) no grupo IR-CD/LD. As taxas de eventos adversos (EAs) foram semelhantes, com 80,5% (n = 103) daqueles no grupo ND0162 relatando EAs em comparação com 74% (n = 97) daqueles no grupo IR-LD/CD.

Quando perguntado sobre onde o ND0162 poderia se encaixar no paradigma de tratamento para DP, Espay explicou que “a forma como nós, no momento, percebemos essa terapia é adaptando-a na fase inicial do tratamento avançado de indivíduos que estão passando por flutuações motoras para quem a otimização da dose não é realmente muito eficaz. Isso, então, seria uma opção para indivíduos atualmente considerados para [estimulação cerebral profunda], por exemplo. Haverá também outros sistemas de infusão, então essa seria uma das opções para os pacientes”.

Em janeiro de 2023, a NeuroDerm anunciou que o tratamento havia atingido seu ponto final primário,3 e a submissão regulatória para ND0162 deve ser registrada em algum momento de 2023. Na época, Ryan Case, PhD, chefe de Assuntos Médicos Clínicos da Neuroderm , disse ao NeurologyLive® que a terapia “tem potencial, sujeito a aprovação regulatória, para mudar o paradigma de tratamento e se tornar uma opção de tratamento eficaz e bem tolerada para controlar melhor as flutuações motoras”, principalmente porque “a terapia oral crônica com levodopa é frequentemente associada com o desenvolvimento de complicações motoras que resultam da flutuação das concentrações plasmáticas de levodopa (picos e depressões), limitando sua utilidade clínica." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Neurologylive.

Nota: Há confusão na nomenclatura da infusão, se ND-0612 ou ND-0162, a ser esclarecida.