Terapia experimental busca restaurar dopamina no cérebro e aliviar sintomas do Parkinson, ainda sem cura definitiva
Ilustração colorida feita com IA de neurônios cerebrais - Cientistas identificam nova célula guardiã capaz de proteger o cérebro
20/02/2026 - Uma abordagem experimental tenta mudar a forma de trata o Parkinson ao substituir neurônios danificados por células-tronco capazes de produzir dopamina. O procedimento está sendo testado em um ensaio clínico inicial, conduzido por pesquisadores da Keck Medicine da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
O Parkinson é uma doença neurológica progressiva associada à perda de dopamina, substância essencial para o controle dos movimentos, além de memória, humor e outras funções.
À medida que os neurônios produtores desse neurotransmissor morrem, surgem sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos. Hoje, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar os sintomas, mas não conseguem interromper a progressão da doença.
Segundo o neurocirurgião Brian Lee, responsável pelo estudo, a ideia é atuar diretamente na origem do problema.
“Se o cérebro puder voltar a produzir níveis normais de dopamina, a doença pode ser retardada e a função motora restaurada”, sugere Lee em comunicado.
Células reprogramadas para produzir dopamina
O tratamento utiliza células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como iPSCs. Elas são criadas em laboratório a partir de células adultas, como as da pele ou do sangue, que passam por um processo de reprogramação para adquirir características semelhantes às células embrionárias. Depois disso, podem se transformar em diferentes tipos celulares, incluindo neurônios produtores de dopamina. Fonte: metropoles.

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