domingo, 11 de julho de 2010

Ligando o cérebro

Sunday July 11, 2010 - Paciente compartilha sua experiência com a cirurgia de estimulação cerebral profunda, uma opção de tratamento que pode ajudar as pessoas com doença de Parkinson avançada e melhorar sua qualidade de vida. (segue, em inglês...) Fonte: The Star.my.

terça-feira, 18 de maio de 2010

DBS: DEPOIMENTO DE RENATO

"Sou portador da doença de Parkinson há 7 anos, e no dia 27/03/2010 fui submetido à cirurgia para implante do neuroestimulador (DBS), realizada no Hospital Dia-Baia Sul, em Florianópolis.
O médico cirurgião foi o Doutor Marcelo Linhares.
A cirurgia foi um sucesso. No dia 22/4/2010 o Doutor Fernando Cini de Freitas (neurologista clínico) ligou o marca passo, com isso a rigidez, o cansaço físico e mental, o tremor e a lentidão de movimentos desapareceram por completo.
Hoje estou vivendo sem a medicação (levodopa), me sinto muito bem e contente com o resultado.
Recomendo a cirurgia a todos os portadores de Parkinson.
Renato Cesar de Brito "

terça-feira, 11 de maio de 2010

Morre cliente baleado por vigia de banco em SP após travar em porta-giratória
11/05/2010 - SÃO PAULO - Morreu o cliente de banco que usava marcapasso e, por não conseguir passar na porta-giratória, acabou baleado com um tiro no rosto pelo vigia da agência em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. A morte foi constatada pelo Hospital São Camilo, onde Domingos Conceição dos Santos, 47 anos, estava internado na UTI, em estado grave. O hospital divulgou nota informando que a morte encefálica do paciente foi constatada após exames realizados entre a tarde e a noite desta segunda-feira.

Domingos havia sido aposentado por problemas cardíacos e tinha ido na agência do Bradesco receber sua primeira aposentadoria. Ele avisou o vigia que não poderia passar pela porta, por causa do marcapasso, mas o rapaz não acreditou. Os dois acabaram discutindo e o segurança Pedro Gonçalves Almeida, de 37 anos, atirou na cabeça do cliente. (segue...) Fonte: O Globo.

domingo, 9 de maio de 2010

Aposentado baleado segue internado em estado grave
sábado, 8 de maio de 2010 - O aposentado de 47 anos que foi baleado na cabeça após uma discussão com o segurança de um banco em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, permanece em estado grave. De acordo com boletim divulgado neste sábado pelo Hospital São Camilo, ele está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e corre o risco de morrer. (segue...) Fonte: Diário do Grande ABC.

sábado, 8 de maio de 2010

Exame indica morte cerebral em homem baleado em SP, diz médico

Paciente, de 47 anos, foi ferido na cabeça por segurança de banco.
Ele usa marca-passo e, na quinta (6), foi impedido de entrar em agência.
07/05/2010 - O diretor-médico da unidade Ipiranga do Hospital São Camilo, na Zona Sul de São Paulo, informou na tarde desta sexta-feira (7) que exames feitos no aposentado Domingos Conceição dos Santos, de 47 anos, baleado ao tentar entrar em um banco, indicam morte cerebral. “O exame (desta sexta) mostrou que ele não tem fluxo sanguíneo no cérebro e isso é um indicativo de morte cerebral”, disse ao G1 Fabio Azevedo de Almeida. (segue...) Fonte: G1.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Homem baleado tinha ido pela 1ª vez sacar a aposentadoria no banco
Caso aconteceu na quinta (6) na Zona Leste de SP; vigilante foi preso.
Vítima usa marca-passo e segue internada em estado grave.
07/05/2010 - O aposentado que foi baleado na cabeça após uma discussão com o vigia de um banco, na Zona Leste de São Paulo, havia ido sozinho pela primeira vez à agência para receber sua aposentadoria. O caso aconteceu na quinta-feira (6). Durante a noite de quinta, Domingos Conceição dos Santos, de 47 anos, passou por uma cirurgia. Ele segue internado em estado grave. (...)

O aposentado levou um tiro na boca. Ele tentava entrar em uma agência bancária em São Miguel Paulista quando foi atingido por um segurança do local. Ele avisou ao homem que usava um marca-passo, instrumento que estimula os batimentos cardíacos. Por isso, não poderia passar pela porta giratória.

Os problemas no coração fizeram com que ele se aposentasse por invalidez. De acordo com a família, o aposentado chegou a apresentar um documento que atestava que ele tinha o marca-passo, mas o segurança não aceitou. (segue...) Fonte: G1, com vídeo.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Medtronic: el Apple de la medicina
La firma de dispositivos médicos quiere construir puentes entre sus aparatos y la información; un marcapasos tiene alta tecnología, pero ahora dará información para enlazarse con tu celular.
Por: Michael V. Copeland
Jueves, 22 de abril de 2010 - Fortune — Los dispositivos móviles y la tecnología de la información tienen un nuevo uso: salvar vidas.

Puedes alabar todo lo que quieras tus aplicaciones móviles favoritas o tu nueva netbook, ligera como una pluma y con una cubierta personalizada... pero lo último en tecnología personal son los marcapasos, las bombas de insulina y los neuro estimuladores de Medtronic, dispositivos tan sofisticados como los gadgets producidos en Silicon Valley.

¿Medtronic es el Apple de la tecnología médica? "Más bien diría que Apple es la Medtronic de las computadoras" responde Bill Hawkins, CEO de Medtronic desde 2007.

Hawkins es el responsable de llevar a Medtronic más allá de la bio-ingeniería hacia áreas como la recolección de datos, el monitoreo y el análisis mediante dispositivos implantados en el cuerpo humano. Suena a ciencia ficción, pero es la labor que IBM y HP han realizado durante años, aunque no en sujetos humanos.

"Estamos en la posición única de convertirnos en algo más que una compañía que fabrica dispositivos médicos. Podemos incorporar sensores y mecanismos de diagnosis en nuestros dispositivos  que permitan a pacientes y doctores una mejor gestión de las enfermedades crónicas" apunta Hawkins.

La expansión de Medtronic a la tecnología de la información de la salud ocurre en un momento en que los dispositivos cardiovasculares (un negocio que la empresa abordó desde su fundación hace 60 años por el ingeniero eléctrico Earl Bakken) están a la baja. Los CEO anteriores abrieron nuevas posibilidades para Medtronic adquiriendo empresas que se especializaban en la diabetes, la enfermedad degenerativa discal y la neuro estimulación, que puede ser usada para tratar el Parkinson.

Si los científicos de Medtronic tienen éxito, estos dispositivos interactivos, que salvan vidas, tendrán enormes implicaciones en el cuidado de los pacientes y los costos sanitarios. (segue...) Fonte: CNN.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Doenças degenerativas / Eletrodos contra o mal de Parkinson
Cirurgia faz provoca elétrico no cérebro do paciente e reduz as doses de medicamento para controle de sintomas
22/04/2010 | Uma técnica cirúrgica vem revolucionando o tratamento do mal de Parkinson, que teve seu dia mundial celebrado no último 11 de abril. Graças à estimulação cerebral profunda, pacientes em estágio avançado da doença têm os sintomas atenuados e conseguem levar uma vida normal. A cirurgia não chega a ser propriamente uma novidade: o procedimento, que consiste na implantação de eletrodos no cérebro do paciente, controlados por uma espécie de marcapasso, vem sendo desenvolvido nas últimas três décadas. No Brasil, se tornou uma intervenção de rotina há 10 anos e já é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). (segue...) Fonte: Gazeta do Povo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

La estimulación cerebral, un alivio para los síntomas del Parkinson
La unidad de Trastornos del Movimiento del Virgen de las Nieves opera cada año a 20 pacientes de toda Andalucía para mejorar su calidad de vida y tratar la enfermedad
GRANADA | 20.04.2010 - En 1995 se creó la unidad de Trastornos del Movimiento del Hospital Virgen de las Nieves coincidiendo con el inicio de la realización de una intervención quirúrgica destinada a aliviar los síntomas del Parkinson y mejorar la calidad de vida de los pacientes con la enfermedad en fase avanzada. Desde entonces, es unidad de referencia en esta técnica y opera a 20 pacientes al año de toda Andalucía. Ya se han sometido a esta técnica 200 personas.

Se trata de la estimulación cerebral profunda, una intervención indicada para los pacientes con la enfermedad en estado avanzado y justo cuando empiezan a perder autonomía, cuando la evolución de la enfermedad hace que dependa de los medicamentos y se produzcan complicaciones motoras.

"Estadísticamente, el 15% de los enfermos de Parkinson podrían ser candidatos a la operación", explica el neurólogo Francisco Escamilla. De hecho, el 70% de los enfermos a los cinco años de evolución de la enfermedad comienzan a presentar fluctuaciones o complicaciones motoras así como respuestas erráticas al medicamento. "En ese momento se plantea la cirugía, que disminuye las fluctuaciones motoras (bloqueos) y disquinesias (movimientos anormales), alivia el temblor, la rigidez y la lentitud de movimientos y la marcha, mejora el sueño y, en definitiva, la calidad de vida del paciente", confirma Escamilla.

La operación se realiza durante cuatro horas combinando anestesia general y local. En una primera fase de la intervención se utiliza anestesia local, ya que hace falta que el paciente esté despierto y colabore para ver la zona del cerebro donde hay que aplicar la estimulación eléctrica para controlar el movimiento. Así, si el paciente entra con temblor o rigidez, tras aplicar una primera corriente de baja intensidad éstos remiten. En ese momento, se pasa a anestesia general para implantar el generador o marcapasos. Se trata de un neuroestimulador que envía impulsos eléctricos a áreas específicas del cerebro bloqueando las señales nerviosas anormales que causan el temblor y los síntomas de esta patología neurodegenerativa. Una vez incorporado este dispositivo, se envían impulsos desde el neuroestimulador hacia el cable de extensión y el electrodo ubicado dentro del cerebro. Además, se deriva una batería a la zona del abdomen, que suele ser necesario cambiar a los años.

El paciente suele notar mejoría a las pocas horas de la operación, en la que interviene un equipo multidisciplinar de neurólogos, neurocirujanos, anestesistas y personal de quirófano. (segue...) Fonte: Granada Hoy.es.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Cirurgia traz esperança aos pacientes com mal de Parkinson.

Sistema de DBS Brio, da St. Jude Medical, para o tratamento da doença de Parkinson, recebe aprovação do TGA australiano
23. Março 2010 - St. Jude Medical, Inc., uma companhia global de dispositivos médicos, anunciou hoje a aprovação da australiana Therapeutic Goods Administration (TGA),  reguladora e de reembolso, de sua Brio™, estimulação cerebral profunda (DBS) para o tratamento dos sintomas da doença de Parkinson. (segue..., em inglês) Fonte: The Medical News.

sexta-feira, 5 de março de 2010

COMUNICADO: Medtronic nombrada una de las compañías más innovadoras mundiales por MIT Technology Review
MINNEAPOLIS, March 4, 2010 / La compañía es reconocida por su revolucionario trabajo en el campo de la estimulación profunda del cerebro 

Medtronic, Inc. (NYSE: MDT) ha anunciado hoy que ha sido seleccionada como una de las 50 compañías más innovadoras de Technology Review del Massachusetts Institute of Technology (MIT). Conocida como TR50, la primera lista anual incluye compañías que Technology Review cree que han demostrado superioridad en inventar tecnología y en utilizarla para avanzar su propio negocio y transformar su forma de vida. 

Medtronic fue reconocida por su liderazgo en el desarrollo e introducción de la terapia Deep Brain Stimulation (DBS), que ayuda a tratar condiciones neurológicas ofreciendo pulsos eléctricos controlados a una parte específica del cerebro. Durante más de 15 años, Medtronic ha colaborado con médicos líderes y ha invertido en y desarrollado esta terapia. La terapia DBS se comercializó por primera vez fuera de EE.UU. en 1995, y se aprobó por la Administración de Alimentos y Fármacos de EE.UU. en 1997 para la supresión de temblores en las extremidades superiores. Medtronic ha continuado mejorando la tecnología y ampliando sus aplicaciones. La terapia Medtronic DBS ya está aprobada para gestionar algunos de los síntomas de la enfermedad de Parkinson y en el tratamiento de la distonía crónica e intratable, así como el desorden obsesivo compulsivo (OCD) resistente a tratamiento agudo. La compañía también recibió la aprobación de la FDA en 2009 para Activa(R) PC (célula primaria) y Activa RC (recargable), los sistemas de neuroestimulación más avanzados disponibles, incluido el primer dispositivo recargable utilizado en la terapia DBS. 

"Estamos encantados de ser reconocidos por nuestro trabajo para avanzar la terapia DBS", afirmó Don Deyo, vicepresidente de desarrollo de producto y tecnología en el negocio de la n euromodulación de Medtronic. "En colaboración con los principales médicos, lideramos la terapia DBS y hemos seguido centrados en avanzar la tecnología para el beneficio de pacientes en todo el mundo. Estamos encantados de que los empleados y socios que participaron en estas innovaciones tecnológicas sean reconocidos por sus esfuerzos". (segue...) Fonte: Europapress.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Implante de eletrodos no cérebro pode aliviar sintomas de Parkinson e depressão
21/01/2010 - Uma técnica similar ao uso do marcapasso, em pacientes cardíacos, tem sido usada com sucesso para tratar doenças do sistema nervoso, como o mal de Parkinson, e até casos de depressão e outros transtornos psiquiátricos, quando os medicamentos não trazem resultados.

Chamado de neuroestimulação por eletrodos, o procedimento – minimamente invasivo - consiste em implantar um pequeno aparelho que envia estímulos elétricos à região do cérebro envolvida nos sintomas da doença. Apesar de ser realizado há mais de dez anos no exterior, o tratamento ainda é pouco difundido entre os brasileiros.

Segundo o neurocirurgião Cláudio Fernandes Corrêa, do Centro de Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, que já realizou mais de 20 implantes do gênero, a técnica é segura e apresenta excelentes resultados, mas ainda é pouco conhecida entre pacientes e mesmo entre alguns médicos. “Estamos muito aquém de nossa capacidade de realizar este procedimento no Brasil”, relata. (segue...) Fonte: UOL.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Jaime Moraes, primeiro catarinense a submeter-se à DBS pelo SUS comemora o fim de ano após a intervenção em entrevista ao Jornal do Almoço pela RBS/SC


Entrevista encontra-se entre 35:35 e 37:15 do vídeo abaixo:

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Unilateral pedunculopontine stimulation improves falls in Parkinson's disease
04-01-2010 - Postural instability and falls are a major source of disability in patients with advanced Parkinson's disease. These problems are currently not well addressed by either pharmacotherapy nor by subthalamic nucleus deep-brain stimulation surgery. The neuroanatomical substrates of posture and gait are poorly understood but a number of important observations suggest a major role for the pedunculopontine nucleus and adjacent areas in the brainstem. We conducted a double-blinded evaluation of unilateral pedunculopontine nucleus deep-brain stimulation in a pilot study in six advanced Parkinson's disease patients with significant gait and postural abnormalities. There was no significant difference in the double-blinded on versus off stimulation Unified Parkinson's Disease Rating Scale motor scores after 3 or 12 months of continuous stimulation and no improvements in the Unified Parkinson's Disease Rating Scale part III scores compared to baseline. In contrast, patients reported a significant reduction in falls in the on and off medication states both at 3 and 12 months after pedunculopontine nucleus deep-brain stimulation as captured in the Unified Parkinson's Disease Rating Scale part II scores. Our results suggest that pedunculopontine nucleus deep-brain stimulation may be effective in preventing falls in patients with advanced Parkinson's disease but that further evaluation of this procedure is required. Fonte: Brain.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Estímulos energéticos
Marca-passo no cérebro, como o do ator Paulo José, melhora qualidade de vida de quem tem mal de Parkinson
25/10/2009 - RIO - Há 16 anos com mal de Parkinson, o ator Paulo José, 72 anos, passou por uma cirurgia revolucionária que o levou de volta aos palcos: um marca-passo (nome popular para a estimulação cerebral profunda) foi implantado no seu cérebro como tratamento para diminuir o tremor e a rigidez provocados pela doença. Um eletrodo ligado a um pequeno gerador (bateria) foi implantado há um ano pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer. Um novo será colocado do outro lado do cérebro. Se para o ator a cirurgia lhe deu mais confiança para as cenas ao vivo, para outros pacientes portadores da doença, que afeta 0,16% da população em geral e 1% daqueles com idade superior a 65 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a técnica pode significar uma nova vida.

A neurocirurgiã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maud Parise, especializada em neurocirurgia funcionall, explica que os pacientes com Parkinson sem outros sintomas ou patologias cerebrais, como demência ou múltiplas isquemias, que estariam levando uma vida normal se não fosse pela doença, podem ganhar muito em qualidade de vida. O marca-passo no cérebro alivia os tremores, ajuda a controlar a lentificação dos movimentos, melhora o andar e reduz a rigidez.

O neurocirurgião do Núcleo da Dor do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Erich Fonoff explica que a cirurgia de implantação do marca-passo no cérebro já é feita há algum tempo, desde a década de 80, porém continua sendo um método caro e para poucos. No Núcleo da Dor, segundo ele, são feitas de uma a duas cirurgias deste tipo por semana.

Descargas elétricas geradas sem parar
Fonoff explica que, antes da cirurgia, é feito um exame de imagem, a tomografia, para escolher o alvo específico a ser tratado. Os exames ajudam a localizar milimetricamente onde o médico deve fazer as intervenções. A neurocirurgiã Maud Parise conta que um aro é fixado na cabeça do paciente para obter com precisão as coordenadas do ponto exato onde o eletrodo será inserido. Uma miniperfuração no cérebro é feita e o eletrodo é introduzido. Durante a cirurgia, são feitos testes para se ter certeza de que o eletrodo está no local certo.

As descargas elétricas serão geradas ininterruptamente, como no marca-passo cardíaco, bloqueiam o funcionamento de núcleos cerebrais hiperativos e com isso produzem a melhora dos sintomas. Uma vez implantado o eletrodo, explica Parise, um gerador (a bateria) é posto debaixo da clavícula, em subcutâneo, e através de um controle remoto, poderá ser ligado e desligado pelo paciente.

Graças à técnica, explica Fonoff, os sintomas se tornam mais controláveis durante mais tempo.

- A cirurgia é indicada para quem já toma muito remédio. Geralmente, um paciente de Parkinson toma remédio três vezes ao dia. Quando a doença progride, o paciente pode chegar a tomar a medicação oito vezes por dia. Ou para quem os remédios não estão fazendo o efeito desejado ou tem muitos efeitos colaterais com a medicação.

O implante melhora o estado do paciente logo nos dias seguintes. Só que é necessário ter um acompanhamento muito próximo da evolução do paciente porque é preciso fazer avaliações minuciosas do controle dos estímulos, principalmente nos primeiros meses. Fonte: O Globo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Revolução contra o Mal de Parkinson
Implante de eletrodo no cérebro reduz os sintomas e dá qualidade de vida ao paciente
22.10.09 - Rio - Com a ajuda de dois aparelhos, implantados no cérebro e no peito, pacientes que sofrem do Mal de Parkinson retomam a habilidade motora e a qualidade de vida. Método revolucionário no Brasil, a Cirurgia de Estímulo Cerebral Profundo ameniza sintomas como tremores, rigidez nos membros e lentidão. Há 16 anos com a doença, o ator Paulo José, 72, foi submetido ao procedimento, como O DIA mostrou ontem.

Médico responsável pela operação do ator, o chefe de neurocirurgia da Clínica São Vicente, Paulo Niemeyer, explica que o procedimento é recomendado para casos avançados, “quando remédios não apresentam mais resultado satisfatório”. Com o paciente acordado, um eletrodo, com fio de 15 cm, é introduzido no cérebro por um orifício no crânio, e acoplado ao local da lesão. Depois, sob anestesia geral, médicos fazem um corte superficial na pele para implantar bateria próximo ao peito.

“O eletrodo do cérebro fica conectado a bateria semelhante a marcapasso cardíaco. O paciente fica acordado para relatar os efeitos do eletrodo sobre os movimentos prejudicados”, explica o especialista. (segue...) Fonte: O Dia.
Técnica não é nova!